Cientistas da Universidade de Parma são pioneiros na criação de carros que andam sem motorista. Agora, farão uma viagem experimental de 13 mil quilômetros sem ninguém ao volante.
Em 2004, cientistas de todo o mundo participaram do Grand Challenge Darpa, a primeira competição em longa distância de carros sem motorista, realizada no deserto da Califórnia.
Na época, nenhuma das 15 equipes que participaram do evento organizado pela Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (Darpa), ligada ao Pentágono, nos EUA, conseguiu completar o percurso. Por isso, tiveram mais duas chances, em 2005 e em 2007, e nestas ocasiões houve vencedores.
Agora, o Laboratório de Visão Artificial e Sistemas Inteligentes da Universidade de Parma (Vislab), na Itália, apresenta um carro totalmente inovador. Trata-se de um veículo que anda sozinho, sem motorista. Ele será testado de agosto a outubro, numa viagem entre Parma, na Itália, até Xangai, na China. Os cientistas do laboratório italiano já haviam projetado um dos veículos que participou dos desafios do Darpa.
A Deutsche Welle conversou com o diretor do VisLab, Alberto Broggi, que é professor de engenharia da computação na Universidade de Parma.
Deutsche Welle: Como exatamente o seu carro automático irá da Itália até a China?
Alberto Broggi: Na verdade, haverá dois veículos. O primeiro, tripulado, irá definir o percurso. O segundo carro, sem motorista, irá segui-lo automaticamente. Portanto, enquanto o primeiro veículo estiver na linha de visão do segundo, este vai segui-lo.
Caso contrário, o primeiro transmite sua posição por satélite para o segundo, que poderá seguir uma rota aproximada pelos pontos de GPS. Este é um truque que usamos.
O que acontece exatamente quando ele está em movimento?
Temos sete câmeras no carro. Cinco na frente e duas atrás. As cinco da frente são divididas em dois sistemas: um estéreo, com duas câmeras, e outro panorâmico, com três câmeras. O sistema em estéreo é voltado para a frente para detectar obstáculos e as marcações da pista.
As três câmeras do sistema panorâmico estão dispostas assim: uma na frente, outra 60º à direita e a terceira 60º à esquerda. Unimos as três imagens para obter uma visão do que há em volta, resultando numa panorâmica de pouco menos de 180º.
Temos ainda quatro scanners a laser. Dois, mais simples, com monitor, ficam dos lados, para controlar a presença de obstáculos nas laterais esquerda e direita. Depois há um scanner com um laser mais penetrante, para detectar obstáculos à frente do veículo, e um scanner a laser sobre o carro, mas direcionado para o chão, para detectar obstáculos ou buracos, por exemplo. Ele é usado quando não se anda na estrada.
Você precisou requerer alguma permissão para andar com esse veículo especial por tantos países?
Felizmente não somos nós os responsáveis por isso. Há outra empresa que está fazendo isso conosco, chamada Overland. Eles cuidam de toda a logística, das licenças, vistos e assim por diante. Eles têm trabalhado nisso há anos e já organizaram uma série de viagens em condições extraordinárias em todo o mundo.
Mas provavelmente eles não fizeram isso com um carro automático?
Sim. Conversei com as pessoas aqui na Itália a respeito das questões de responsabilidade. Disseram-me que, enquanto houver alguém sentado atrás do volante, ele será responsável por aquele veículo – mesmo que ele nem toque no volante. Por isso [neste teste], mesmo que o carro se mova sem motorista, alguém vai estar sentado ali.
O Challenge Darpa e o que você está fazendo rompem os limites da robótica e do transporte. Que aplicações você vê para este tipo de pesquisa? Para onde você espera que ela leve? E você acha que as pessoas comuns podem tirar proveito disso?
Sim, mas não agora. Isso vai demorar alguns anos. Penso que a primeira aplicação seria no setor agrícola, no qual você poderá ter um trator se deslocando no seu campo 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem ninguém a bordo. Digo isso porque o tráfego no campo é muito mais fácil do que o tráfego urbano.
Há também aplicações militares e civis, como na construção de estradas, na mineração ou em outros terrenos acidentados, onde os veículos podem se mover sem ninguém a bordo. Tenho certeza de que, algum dia, essa tecnologia será usada também em carros.
Xangai é o destino final da experiência
Autor: Cyrus Farivar (rbc)
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5841758,00.html
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A ONG é um ato de amor de seus integrantes em relação a agricultura, pecuária e ecologia. The NGO is an act of love of its members in relation to agriculture and ecology. Why? Because doesn't we want to activity in second in importance to the survival of humans on Earth, which is farming, become the villain of the ecology, environment, biomes, oceans, rivers, lakes, and many others who go far help move here fed, and with joy and tranquility.
domingo, 7 de novembro de 2010
Desperdício de comida nos países ricos também gera prejuízo ambiental
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Desperdício de alimentos é tendência crescente no mundoUm terço da comida comprada na Europa e nos Estados Unidos vai parar no lixo, uma situação que não só agrava o problema da falta de alimentos no mundo como também contribui para o aquecimento global.
Nos países ocidentais, os feriados de fim de ano se transformaram numa tradicional época de excessos: eles parecem fornecer a todos uma boa desculpa para comer e beber à vontade.
Os supermercados estão cheios de doces, chocolates e uma desconcertante oferta de comidas e bebidas. A maior parte vai realmente ser ingerida, mas mais de um terço – no caso da Europa e dos Estados Unidos – mofar no fundo da geladeira ou simplesmente perder a validade e acabar no lixo.
Jogar fora sem abrir
No Reino Unido, um dos campeões europeus de desperdício de alimentos, cerca de 6,7 milhões de toneladas de comida comprada em boas condições acabam no lixo todos os anos. O custo desse desperdício é de 10,2 bilhões de libras.
"Daquilo que é produzido na Europa, apenas 30% ou 40% vai para a mesa do consumidor", afirma Henrik Harjula, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A comida vai sendo perdida durante o transporte, quando apodrece ou é descartada por não corresponder aos critérios europeus. No final dessa cadeia, um terço da comida que os consumidores compram em vários países da Europa é jogada fora; a metade disso é jogada fora sem nem ter sido aberta."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Metade do que vai para o lixo nem sequer é abertoAcrescente-se o desperdício dos Estados Unidos ao da Europa, o problema se torna ainda maior. Cerca de 40% de toda a comida manufaturada e posta à venda nos Estados Unidos não é consumida, e estudos mostram que essa tendência é crescente.
O desperdício de comida de um modo geral, incluindo os produtores rurais, as indústrias, os distribuidores e os consumidores, cresceu 50% desde 1974, chegando a cerca de 150 trilhões de calorias por ano em 2003.
Compras no hipermercado
Na opinião de Harjula, a disseminação dos hipermercados é parcialmente responsável pelo desperdício de comida no mundo ocidental.
"As pessoas tendem a ir uma ou duas vezes por mês a esses hipermercados, mas quem consegue avaliar exatamente quanto vai consumir?", argumenta. "Elas não conseguem, então compram a mais. Claro, esse raciocínio sugere que os consumidores também são culpados, mas há essa tendência na Europa de 'compre um e leve dois', e assim as pessoas compram um monte de comida de que não necessitam."
As estatísticas sobre desperdício de comida contrastam com os crescentes relatórios globais sobre a falta e a elevação nos preços de alimentos. Há outros fatores responsáveis pela carência mundial de alimentos, como os altos preços do petróleo, o crescimento da população, colheitas ruins e o uso de grãos para fazer biocombustíveis, mas o desperdício de comida contribui para agravar a situação.
"Uma boa parte da comida e da agricultura na Europa e no Ocidente é subsidiada e isso é um grande problema para os produtores no mundo em desenvolvimento", afirma Harjula. "Os produtos deles não são competitivos nesse mercado e, portanto, eles não podem vendê-los, o que leva a uma queda na renda dos produtores, à perda da terra e à pobreza."
Problemas ambientais
Além disso, depósitos de lixo cheios de comida são também prejudiciais ao meio ambiente. A decomposição de alimentos libera metano, um gás 20 vezes mais prejudicial à atmosfera que o dióxido de carbono (CO2).
"Há maneiras de coletar esse gás oriundo dos alimentos em decomposição e usá-lo para gerar energia, mas essa não é uma prática difundida no momento", diz Harjula. "O que precisa ser feito, enquanto isso, é encontrar uma maneira de retirar o material orgânico dos depósitos de lixo."
Para Tom MacMillan, diretor executivo do Conselho de Ética Alimentar do Reino Unido, até que se encontre uma maneira de reter e aproveitar o metano, é importante também impedir que alimentos parem no depósito de lixo.
Menos metano
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Planejar antes de ir às compras reduz o desperdícioOs países europeus estão tomando medidas para reduzir a produção de metano a partir de alimentos jogados em depósitos de lixo. A expectativa é que a implementação de uma diretriz da União Europeia venha a reduzir a quantidade de material orgânico em depósitos de lixo em 35% até 2016. No entanto, alguns países europeus, incluindo a Alemanha, a Holanda e a Suíça, já reduziram seus níveis para apenas 5% ou ainda menos.
Especialistas afirmam que grande parte da responsabilidade por reduzir o desperdício de comida é da indústria, que deveria encontrar meios de diminuir esse dispêndio nas cadeias de produção e fornecimento, bem como achar formas de redistribuir alimentos já manufaturados e de aproveitar os subprodutos da cadeia industrial.
Os consumidores também podem fazer a sua parte. Poderiam, por exemplo, fazer compras de forma planejada, decidindo o que vão comprar antes de ir ao supermercado, ou adotar métodos de armazenagem de comida mais eficientes.
Autor: Nick Amies (as)
Revisão: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5075811,00.html
Nos países ocidentais, os feriados de fim de ano se transformaram numa tradicional época de excessos: eles parecem fornecer a todos uma boa desculpa para comer e beber à vontade.
Os supermercados estão cheios de doces, chocolates e uma desconcertante oferta de comidas e bebidas. A maior parte vai realmente ser ingerida, mas mais de um terço – no caso da Europa e dos Estados Unidos – mofar no fundo da geladeira ou simplesmente perder a validade e acabar no lixo.
Jogar fora sem abrir
No Reino Unido, um dos campeões europeus de desperdício de alimentos, cerca de 6,7 milhões de toneladas de comida comprada em boas condições acabam no lixo todos os anos. O custo desse desperdício é de 10,2 bilhões de libras.
"Daquilo que é produzido na Europa, apenas 30% ou 40% vai para a mesa do consumidor", afirma Henrik Harjula, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A comida vai sendo perdida durante o transporte, quando apodrece ou é descartada por não corresponder aos critérios europeus. No final dessa cadeia, um terço da comida que os consumidores compram em vários países da Europa é jogada fora; a metade disso é jogada fora sem nem ter sido aberta."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Metade do que vai para o lixo nem sequer é abertoAcrescente-se o desperdício dos Estados Unidos ao da Europa, o problema se torna ainda maior. Cerca de 40% de toda a comida manufaturada e posta à venda nos Estados Unidos não é consumida, e estudos mostram que essa tendência é crescente.
O desperdício de comida de um modo geral, incluindo os produtores rurais, as indústrias, os distribuidores e os consumidores, cresceu 50% desde 1974, chegando a cerca de 150 trilhões de calorias por ano em 2003.
Compras no hipermercado
Na opinião de Harjula, a disseminação dos hipermercados é parcialmente responsável pelo desperdício de comida no mundo ocidental.
"As pessoas tendem a ir uma ou duas vezes por mês a esses hipermercados, mas quem consegue avaliar exatamente quanto vai consumir?", argumenta. "Elas não conseguem, então compram a mais. Claro, esse raciocínio sugere que os consumidores também são culpados, mas há essa tendência na Europa de 'compre um e leve dois', e assim as pessoas compram um monte de comida de que não necessitam."
As estatísticas sobre desperdício de comida contrastam com os crescentes relatórios globais sobre a falta e a elevação nos preços de alimentos. Há outros fatores responsáveis pela carência mundial de alimentos, como os altos preços do petróleo, o crescimento da população, colheitas ruins e o uso de grãos para fazer biocombustíveis, mas o desperdício de comida contribui para agravar a situação.
"Uma boa parte da comida e da agricultura na Europa e no Ocidente é subsidiada e isso é um grande problema para os produtores no mundo em desenvolvimento", afirma Harjula. "Os produtos deles não são competitivos nesse mercado e, portanto, eles não podem vendê-los, o que leva a uma queda na renda dos produtores, à perda da terra e à pobreza."
Problemas ambientais
Além disso, depósitos de lixo cheios de comida são também prejudiciais ao meio ambiente. A decomposição de alimentos libera metano, um gás 20 vezes mais prejudicial à atmosfera que o dióxido de carbono (CO2).
"Há maneiras de coletar esse gás oriundo dos alimentos em decomposição e usá-lo para gerar energia, mas essa não é uma prática difundida no momento", diz Harjula. "O que precisa ser feito, enquanto isso, é encontrar uma maneira de retirar o material orgânico dos depósitos de lixo."
Para Tom MacMillan, diretor executivo do Conselho de Ética Alimentar do Reino Unido, até que se encontre uma maneira de reter e aproveitar o metano, é importante também impedir que alimentos parem no depósito de lixo.
Menos metano
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Planejar antes de ir às compras reduz o desperdícioOs países europeus estão tomando medidas para reduzir a produção de metano a partir de alimentos jogados em depósitos de lixo. A expectativa é que a implementação de uma diretriz da União Europeia venha a reduzir a quantidade de material orgânico em depósitos de lixo em 35% até 2016. No entanto, alguns países europeus, incluindo a Alemanha, a Holanda e a Suíça, já reduziram seus níveis para apenas 5% ou ainda menos.
Especialistas afirmam que grande parte da responsabilidade por reduzir o desperdício de comida é da indústria, que deveria encontrar meios de diminuir esse dispêndio nas cadeias de produção e fornecimento, bem como achar formas de redistribuir alimentos já manufaturados e de aproveitar os subprodutos da cadeia industrial.
Os consumidores também podem fazer a sua parte. Poderiam, por exemplo, fazer compras de forma planejada, decidindo o que vão comprar antes de ir ao supermercado, ou adotar métodos de armazenagem de comida mais eficientes.
Autor: Nick Amies (as)
Revisão: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5075811,00.html
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Brasil avança, mas é só 73º em desenvolvimento humano
Brasil avança, mas é só 73º em desenvolvimento humano
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009
Brasília , 04 de Novembro de 2010
Lígia Formenti/AE
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área (Arquivo)
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado hoje, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.
O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.
A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.
Indicadores nacionais
Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.
A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.
O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.
América Latina
Apesar da evolução durante o ano, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. A estimativa é de que um brasileiro viva menos 5,9 anos, tenha média de escolaridade 2,5 anos menor e consuma 28% menos do que uma pessoa nascida no Chile, o 45º no ranking. Outros países também apresentaram classificação melhor: Argentina (46º), Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Costa Rica (62º) e Peru (63º).
Ao longo da década, o Brasil apresentou um crescimento médio anual de 0,73% no IDH. Um ritmo considerado muito bom. Mas, entre grupo de países de alto desenvolvimento humano, há exemplos de velocidade significativamente maior. Casaquistão, por exemplo, cresceu 1,51% e Azerbaijão, 1,77%. A Romênia, com ritmo de crescimento de 1,06%, estampa a diferença que tal índice pode provocar. Em 2005, o país dividia com Brasil a mesma colocação. Agora, ele ocupa o 50º lugar no ranking, 22 à frente do Brasil.
Desigualdade social
Na edição deste ano do relatório, o PNUD lançou três índices. Um deles, é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDHD). Em vez de considerar apenas a média dos indicadores, ele considera também a forma como é feita a distribuição dos recursos na saúde, na educação e no rendimento. Quanto maior a desigualdade, maior a perda que o país apresentaria na classificação geral.
Caso tal índice fosse levado em consideração, o Brasil teria uma classificação 15 posições mais baixas do que a alcançada no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As desigualdades levariam a uma perda de 27,2% no índice geral. A nota cairia de 0,699 para 0,509.
De acordo com novo indicador, a maior desigualdade no Brasil é registrada no rendimento: a perda provocada pelas diferenças nesta área seria de 37,6%. Em segundo lugar, vem a educação, com perda de 25,7%. O menor impacto foi registrado na área da saúde: 16,5%. Os números do relatório, no entanto, mostram que a desigualdade, embora marcante no Brasil, vem caindo na última década. Caso o IDHD fosse aplicado em 2000, a perda do Brasil seria de 31%. Em 2005, esse índice cairia para 28,5%.
O ranking de desigualdade foi preparado a partir de microdados. Eles permitem uma avaliação mais detalhada, mas têm um inconveniente: nem todos os países têm as informações necessárias. A saída para essa lacuna foi reduzir o número de países analisados. Trinta dos 169 países que participaram do IDH ficaram de fora no IDHD por falta de dados.
O segundo novo índice preparado pelo Programa das Nações Unidas mostra que 8,5% da população brasileira sofre vários reflexos da pobreza de forma simultânea, como deficiências na saúde, educação, dificuldades de acesso a serviços de água e esgoto, eletricidade. É a chamada pobreza multidimensional. "As privações se sobrepõem. A ideia do índice foi verificar a frequência e a intensidade dos problemas vividos pela parcela mais pobre da sociedade", explica Comim.
Pobreza
O Índice de Pobreza Dimensional (IPM), como foi batizado, varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, pior a situação do País. Nesta primeira edição, o índice do Brasil foi de 0,039. "Um valor baixo, em termos internacionais", afirma Isabel Pereira, integrante da equipe que preparou o relatório. Níger, por exemplo, tem 0,642. O resultado brasileiro, no entanto, é 2,6 vezes maior do que o mexicano e 3,5 maior do que o argentino.
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área. Em segundo lugar, vem a saúde: 5,2%. O padrão de vida vem em último lugar, com 2,8%.
O terceiro índice preparado pelo PNUD avalia a desigualdade de gênero (IDG). A desigualdade apresentada nesta área também levaria o Brasil a cair na classificação geral. Em vez do 73º lugar, ele passaria a ocupar o 80º. A nova ferramenta do PNUD para avaliar a desigualdade é feita a partir de cinco indicadores, distribuídos em três dimensões: saúde reprodutiva, "empoderamento" (capacidade das pessoas tomarem decisões por conta própria) e mercado de trabalho. Desses quesitos, taxa de mortalidade materna e fertilidade na adolescência são os que mais pesam para a queda de classificação no Brasil. Em seguida, vem a participação política.
Os índices mostram que 110 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos morrem em decorrência de complicações do parto. Um índice 18 vezes maior do que o primeiro colocado no Índice de Desigualdade de Gênero, os Países Baixos, com 6 mortes. A enorme diferença se repete nas taxas de fertilidade entre adolescentes. A cada 100 mil mulheres com idade entre 15 e 19 anos, 75,6 engravidam no Brasil. Número 19,8 vezes maior do que o registrado nos Países Baixos, de 3,8.
Em um único aspecto o Brasil mostra desigualdade a favor das mulheres: a taxa de escolaridade. "Há um porcentual maior de mulheres que completaram o ensino secundário. Mas isso não se reflete na taxa de participação de força laboral", afirma Comim.
http://acritica.uol.com.br/noticias/Brasil-avanca-so-desenvolvimento-humano_0_365963451.html
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009
Brasília , 04 de Novembro de 2010
Lígia Formenti/AE
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área (Arquivo)
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado hoje, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.
O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.
A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.
Indicadores nacionais
Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.
A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.
O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.
América Latina
Apesar da evolução durante o ano, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. A estimativa é de que um brasileiro viva menos 5,9 anos, tenha média de escolaridade 2,5 anos menor e consuma 28% menos do que uma pessoa nascida no Chile, o 45º no ranking. Outros países também apresentaram classificação melhor: Argentina (46º), Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Costa Rica (62º) e Peru (63º).
Ao longo da década, o Brasil apresentou um crescimento médio anual de 0,73% no IDH. Um ritmo considerado muito bom. Mas, entre grupo de países de alto desenvolvimento humano, há exemplos de velocidade significativamente maior. Casaquistão, por exemplo, cresceu 1,51% e Azerbaijão, 1,77%. A Romênia, com ritmo de crescimento de 1,06%, estampa a diferença que tal índice pode provocar. Em 2005, o país dividia com Brasil a mesma colocação. Agora, ele ocupa o 50º lugar no ranking, 22 à frente do Brasil.
Desigualdade social
Na edição deste ano do relatório, o PNUD lançou três índices. Um deles, é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDHD). Em vez de considerar apenas a média dos indicadores, ele considera também a forma como é feita a distribuição dos recursos na saúde, na educação e no rendimento. Quanto maior a desigualdade, maior a perda que o país apresentaria na classificação geral.
Caso tal índice fosse levado em consideração, o Brasil teria uma classificação 15 posições mais baixas do que a alcançada no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As desigualdades levariam a uma perda de 27,2% no índice geral. A nota cairia de 0,699 para 0,509.
De acordo com novo indicador, a maior desigualdade no Brasil é registrada no rendimento: a perda provocada pelas diferenças nesta área seria de 37,6%. Em segundo lugar, vem a educação, com perda de 25,7%. O menor impacto foi registrado na área da saúde: 16,5%. Os números do relatório, no entanto, mostram que a desigualdade, embora marcante no Brasil, vem caindo na última década. Caso o IDHD fosse aplicado em 2000, a perda do Brasil seria de 31%. Em 2005, esse índice cairia para 28,5%.
O ranking de desigualdade foi preparado a partir de microdados. Eles permitem uma avaliação mais detalhada, mas têm um inconveniente: nem todos os países têm as informações necessárias. A saída para essa lacuna foi reduzir o número de países analisados. Trinta dos 169 países que participaram do IDH ficaram de fora no IDHD por falta de dados.
O segundo novo índice preparado pelo Programa das Nações Unidas mostra que 8,5% da população brasileira sofre vários reflexos da pobreza de forma simultânea, como deficiências na saúde, educação, dificuldades de acesso a serviços de água e esgoto, eletricidade. É a chamada pobreza multidimensional. "As privações se sobrepõem. A ideia do índice foi verificar a frequência e a intensidade dos problemas vividos pela parcela mais pobre da sociedade", explica Comim.
Pobreza
O Índice de Pobreza Dimensional (IPM), como foi batizado, varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, pior a situação do País. Nesta primeira edição, o índice do Brasil foi de 0,039. "Um valor baixo, em termos internacionais", afirma Isabel Pereira, integrante da equipe que preparou o relatório. Níger, por exemplo, tem 0,642. O resultado brasileiro, no entanto, é 2,6 vezes maior do que o mexicano e 3,5 maior do que o argentino.
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área. Em segundo lugar, vem a saúde: 5,2%. O padrão de vida vem em último lugar, com 2,8%.
O terceiro índice preparado pelo PNUD avalia a desigualdade de gênero (IDG). A desigualdade apresentada nesta área também levaria o Brasil a cair na classificação geral. Em vez do 73º lugar, ele passaria a ocupar o 80º. A nova ferramenta do PNUD para avaliar a desigualdade é feita a partir de cinco indicadores, distribuídos em três dimensões: saúde reprodutiva, "empoderamento" (capacidade das pessoas tomarem decisões por conta própria) e mercado de trabalho. Desses quesitos, taxa de mortalidade materna e fertilidade na adolescência são os que mais pesam para a queda de classificação no Brasil. Em seguida, vem a participação política.
Os índices mostram que 110 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos morrem em decorrência de complicações do parto. Um índice 18 vezes maior do que o primeiro colocado no Índice de Desigualdade de Gênero, os Países Baixos, com 6 mortes. A enorme diferença se repete nas taxas de fertilidade entre adolescentes. A cada 100 mil mulheres com idade entre 15 e 19 anos, 75,6 engravidam no Brasil. Número 19,8 vezes maior do que o registrado nos Países Baixos, de 3,8.
Em um único aspecto o Brasil mostra desigualdade a favor das mulheres: a taxa de escolaridade. "Há um porcentual maior de mulheres que completaram o ensino secundário. Mas isso não se reflete na taxa de participação de força laboral", afirma Comim.
http://acritica.uol.com.br/noticias/Brasil-avanca-so-desenvolvimento-humano_0_365963451.html
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
COMO SEREMOS DE PRIMEIRO MUNDO...? ACHO QUE NUNCA...
Brasil é 127º em ranking de facilidade para se fazer negócios
O Brasil aparece em 127º lugar em um ranking que avalia a facilidade de se fazer negócios em 183 países, elaborado pelo Banco Mundial.
O estudo, intitulado Fazendo Negócios 2011 (Doing Business 2011), considera os fatores que afetam uma empresa durante seu "ciclo de vida", incluindo abertura, comércio exterior, contratação de funcionários, aquisição de sede, pagamento de impostos e fechamento, entre outros.
No levantamento relativo a 2010, divulgado em setembro do ano passado, o Brasil estava em 129º lugar. No entanto, a posição foi revista devido a uma mudança nos indicadores utilizados na pesquisa, o que deixou o país em 124º.
O primeiro colocado no estudo - mantendo a posição do ano passado - é Cingapura, seguido por Hong Kong, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. A última posição é de Chade.
"Posição estável"
A economista Dahlia Khalifa, co-autora do relatório, afirma que o Brasil foi ultrapassado na lista por nações que implementaram um maior numero de medidas facilitadoras, mas diz que a posição do país deve ser vista como "estável".
O relatório destaca que o Brasil, no ano passado, ganhou pontos ao facilitar o processo de abertura de empresas ao melhorar a sincronia eletrônica entre a Receita Federal e as secretarias da Fazenda dos Estados.
Segundo Dahlia, o Brasil teve muitos ganhos nos últimos cinco anos. "Globalmente, o Brasil hoje se situa bem em termos de facilidade para se abrir um negócio, principalmente pelo baixo custo do processo", diz a economista.
O relatório também afirma que, de 2009 para cá, o país reduziu o número de procedimentos para se abrir um negócio, passando de 16 para 15.
Pior em impostos
Considerando os itens específicos que compõem o ranking, a melhor posição do Brasil está no quesito "proteção a investidores", no qual fica em 74º. Já o item "pagamento de impostos" é aquele no qual o país tem o pior desempenho, ocupando o 152º lugar.
O Brasil é recordista no número de horas gastas por uma empresa para lidar com impostos e taxas. Em média, funcionários de uma empresa ficam 2,6 mil horas por ano preenchendo declarações, pagando tributos, recolhendo dados, fazendo cálculos e preparando documentos. O número é o mesmo do ano passado.
O segundo país em que se gasta mais tempo de trabalho para pagar impostos é a Bolívia, com 1.080 horas por ano. Em média, os países da América Latina e do Caribe têm um gasto anual de 385 horas.
O local que exige menos tempo de trabalho para se pagar tributos são as Ilhas Maldivas, com zero, seguidas pelos Emirados Árabes, com 12 horas anuais.
No Brasil, 69,2% dos lucros das empresas são usados para pagar impostos, em comparação com uma média de 48% na América Latina e Caribe e de 43% nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O Banco Mundial alerta que o estudo não mede a totalidade dos aspectos que afetam o ambiente empresarial, como segurança, estabilidade macroeconômica e corrupção."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101103_ranking_empresas_rp.shtml
IMAGINEM NO AGRONEGÓCIO COMO SERÁ... ESTRADAS RUINS... PORTOS ÍNFIMOS... EQUIPAMENTOS OBSOLETOS.....
O Brasil aparece em 127º lugar em um ranking que avalia a facilidade de se fazer negócios em 183 países, elaborado pelo Banco Mundial.
O estudo, intitulado Fazendo Negócios 2011 (Doing Business 2011), considera os fatores que afetam uma empresa durante seu "ciclo de vida", incluindo abertura, comércio exterior, contratação de funcionários, aquisição de sede, pagamento de impostos e fechamento, entre outros.
No levantamento relativo a 2010, divulgado em setembro do ano passado, o Brasil estava em 129º lugar. No entanto, a posição foi revista devido a uma mudança nos indicadores utilizados na pesquisa, o que deixou o país em 124º.
O primeiro colocado no estudo - mantendo a posição do ano passado - é Cingapura, seguido por Hong Kong, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. A última posição é de Chade.
"Posição estável"
A economista Dahlia Khalifa, co-autora do relatório, afirma que o Brasil foi ultrapassado na lista por nações que implementaram um maior numero de medidas facilitadoras, mas diz que a posição do país deve ser vista como "estável".
O relatório destaca que o Brasil, no ano passado, ganhou pontos ao facilitar o processo de abertura de empresas ao melhorar a sincronia eletrônica entre a Receita Federal e as secretarias da Fazenda dos Estados.
Segundo Dahlia, o Brasil teve muitos ganhos nos últimos cinco anos. "Globalmente, o Brasil hoje se situa bem em termos de facilidade para se abrir um negócio, principalmente pelo baixo custo do processo", diz a economista.
O relatório também afirma que, de 2009 para cá, o país reduziu o número de procedimentos para se abrir um negócio, passando de 16 para 15.
Pior em impostos
Considerando os itens específicos que compõem o ranking, a melhor posição do Brasil está no quesito "proteção a investidores", no qual fica em 74º. Já o item "pagamento de impostos" é aquele no qual o país tem o pior desempenho, ocupando o 152º lugar.
O Brasil é recordista no número de horas gastas por uma empresa para lidar com impostos e taxas. Em média, funcionários de uma empresa ficam 2,6 mil horas por ano preenchendo declarações, pagando tributos, recolhendo dados, fazendo cálculos e preparando documentos. O número é o mesmo do ano passado.
O segundo país em que se gasta mais tempo de trabalho para pagar impostos é a Bolívia, com 1.080 horas por ano. Em média, os países da América Latina e do Caribe têm um gasto anual de 385 horas.
O local que exige menos tempo de trabalho para se pagar tributos são as Ilhas Maldivas, com zero, seguidas pelos Emirados Árabes, com 12 horas anuais.
No Brasil, 69,2% dos lucros das empresas são usados para pagar impostos, em comparação com uma média de 48% na América Latina e Caribe e de 43% nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O Banco Mundial alerta que o estudo não mede a totalidade dos aspectos que afetam o ambiente empresarial, como segurança, estabilidade macroeconômica e corrupção."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101103_ranking_empresas_rp.shtml
IMAGINEM NO AGRONEGÓCIO COMO SERÁ... ESTRADAS RUINS... PORTOS ÍNFIMOS... EQUIPAMENTOS OBSOLETOS.....
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo. Mas observem as técnicas empregadas...
"28/10/2010 - 18h43
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo
WASHINGTON, 28 outubro 2010 (AFP) - Os homens pré-históricos do sul da África dominaram técnicas para afiar pedras e também o uso do fogo para fazer facas há pelo menos 75 mil anos, 50 mil anos mais cedo do que se pensava até o momento, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
A descoberta, feita na caverna de Blombos, na África do Sul, antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio desta técnica que consiste no aquecimento do silcreto, um material duro constituído por quartzos cimentados por sílica para modificar a estrutura e melhor moldá-la.
Essas pedras eram, em seguida, delicadamente trabalhadas com martelos de madeira ou de ossos para deixá-las bem afiadas.
"Essa técnica é a mais eficaz para dominar a afiação, espessura e forma de uma ferramenta de dois gumes, como as pontas de lança e as facas de pedra", explicou Paola Villa, conservadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado (oeste dos Estados Unidos), coautora deste estudo, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Antes da descoberta destes objetos em Blombos, os indícios mais antigos da dominação destas técnicas sofisticadas remontavam somente à cultura Solutrense do Paleolítico Superior, na França e na Espanha, datando de aproximadamente 20 mil anos.
"A descoberta na caverna na Blombos é importante porque mostra que os humanos modernos no que é hoje a África do Sul tinham um repertório de técnicas sofisticadas de fabricação de ferramentas de pedra desde muito cedo", revelou Paola Villa.
"O uso dessas técnicas é um bom exemplo de uma tendência para desenvolver novas ideias e técnicas amplamente consideradas como características de comportamentos modernos e avançados", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram 159 pontas e fragmentos de silcreto e 179 outras peças trabalhadas. Eles também examinaram mais de 700 escamas ou pequenas placas, feitas a partir do trabalho de amolação."
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/10/28/homem-dominou-afiacao-de-pedras-ha-75-mil-anos-diz-estudo.jhtm
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo
Objetos como o desta foto foram encontrados na caverna de Blombos, na África do Sul
WASHINGTON, 28 outubro 2010 (AFP) - Os homens pré-históricos do sul da África dominaram técnicas para afiar pedras e também o uso do fogo para fazer facas há pelo menos 75 mil anos, 50 mil anos mais cedo do que se pensava até o momento, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
A descoberta, feita na caverna de Blombos, na África do Sul, antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio desta técnica que consiste no aquecimento do silcreto, um material duro constituído por quartzos cimentados por sílica para modificar a estrutura e melhor moldá-la.
Essas pedras eram, em seguida, delicadamente trabalhadas com martelos de madeira ou de ossos para deixá-las bem afiadas.
"Essa técnica é a mais eficaz para dominar a afiação, espessura e forma de uma ferramenta de dois gumes, como as pontas de lança e as facas de pedra", explicou Paola Villa, conservadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado (oeste dos Estados Unidos), coautora deste estudo, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Antes da descoberta destes objetos em Blombos, os indícios mais antigos da dominação destas técnicas sofisticadas remontavam somente à cultura Solutrense do Paleolítico Superior, na França e na Espanha, datando de aproximadamente 20 mil anos.
"A descoberta na caverna na Blombos é importante porque mostra que os humanos modernos no que é hoje a África do Sul tinham um repertório de técnicas sofisticadas de fabricação de ferramentas de pedra desde muito cedo", revelou Paola Villa.
"O uso dessas técnicas é um bom exemplo de uma tendência para desenvolver novas ideias e técnicas amplamente consideradas como características de comportamentos modernos e avançados", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram 159 pontas e fragmentos de silcreto e 179 outras peças trabalhadas. Eles também examinaram mais de 700 escamas ou pequenas placas, feitas a partir do trabalho de amolação."
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/10/28/homem-dominou-afiacao-de-pedras-ha-75-mil-anos-diz-estudo.jhtm
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Isso se chama: ASSOREAMENTO!
"
Careiro da Várzea registra queda de barrancos
Município também está sofrendo com a seca dos rios
Manaus, 25 de Outubro de 2010
Síntia Maciel
Integrante da Defesa Civil avalia a área onde ocorreu o desmoronamento de terras no Careiro da Várzea (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Três comunidades do município Careiro da Várzea – a 20 quilômetros de Manaus -, foram afetadas por deslizamentos de terras na noite de ontem (24). Entre as localidades afetadas estão Murumurutuba, Gurupá e Purari Grande. Apenas quatro famílias – moradoras do Murumurutuba -, tiveram as casas comprometidas.
De acordo com o prefeito da cidade, Raimundo Nonato Silva, desde a última sexta-feira à noite, um pequeno deslizamento havia sido identificado em uma das comunidades. Entretanto, o desbarrancamento maior ocorreu na noite de ontem.
Além do deslizamento de terras, o lugar também está padecendo com a seca. No último dia 30 de setembro a prefeitura decretou situação de emergência no município.
Por conta da estiagem, uma parte do porto onde atracavam embarcações, segundo Raimundo Nonato transformou-se em uma grande praia."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonas-Amazonia-Careiro-Varzea-registra-queda-barrancos_0_359964028.html
"Mas não precisamos nos preocupar ... O rio Amazonas tem muita água". E agora? Cadê a água que tinha. Que aquecimento global o que... ISSO É COISA DE ECOLOGISTA MALUCO. SÓ VAMOS ACREDITAR QUANTO NÃO TIVER MAIS ÁGUA PRA BEBER.... Sobre o desbarracamento do porto é um simples assoreamento. E sabe para onde essa terra vai? Para o fundo do rio, e tirar a profundidade dele. Basta olhar no Google Maps e ver as várias ilhas q estão se formando ao longo de de Rio amazonas e Solimões. Que Deus nos ajude.
Careiro da Várzea registra queda de barrancos
Município também está sofrendo com a seca dos rios
Manaus, 25 de Outubro de 2010
Síntia Maciel
Integrante da Defesa Civil avalia a área onde ocorreu o desmoronamento de terras no Careiro da Várzea (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Três comunidades do município Careiro da Várzea – a 20 quilômetros de Manaus -, foram afetadas por deslizamentos de terras na noite de ontem (24). Entre as localidades afetadas estão Murumurutuba, Gurupá e Purari Grande. Apenas quatro famílias – moradoras do Murumurutuba -, tiveram as casas comprometidas.
De acordo com o prefeito da cidade, Raimundo Nonato Silva, desde a última sexta-feira à noite, um pequeno deslizamento havia sido identificado em uma das comunidades. Entretanto, o desbarrancamento maior ocorreu na noite de ontem.
Além do deslizamento de terras, o lugar também está padecendo com a seca. No último dia 30 de setembro a prefeitura decretou situação de emergência no município.
Por conta da estiagem, uma parte do porto onde atracavam embarcações, segundo Raimundo Nonato transformou-se em uma grande praia."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonas-Amazonia-Careiro-Varzea-registra-queda-barrancos_0_359964028.html
"Mas não precisamos nos preocupar ... O rio Amazonas tem muita água". E agora? Cadê a água que tinha. Que aquecimento global o que... ISSO É COISA DE ECOLOGISTA MALUCO. SÓ VAMOS ACREDITAR QUANTO NÃO TIVER MAIS ÁGUA PRA BEBER.... Sobre o desbarracamento do porto é um simples assoreamento. E sabe para onde essa terra vai? Para o fundo do rio, e tirar a profundidade dele. Basta olhar no Google Maps e ver as várias ilhas q estão se formando ao longo de de Rio amazonas e Solimões. Que Deus nos ajude.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Seca em rios da Amazônia próxima ao nível recorde
"Seca no Amazonas atinge 40 mil famílias e 25 cidades decretam situação de emergência
12 de Outubro de 2010
Agência EstadoA seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (08), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.
Os municípios em situação de emergência por causa da estiagem são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarin, Beruri, Manacapuru, Itacoatiara, Barreirinha e Parintins.
Segundo informações do governo do estado, a ação emergencial de ajuda humanitária aos municípios afetados começou esta semana com o envio de 6 toneladas de alimentos. O chefe de gabinete da prefeitura de Ipixuna, Anísio Saturnino, disse que o transporte fluvial está comprometido em função da seca dos rios.
"Os barcos não podem navegar. O transporte só pode ser feito por canoa. Alguns alimentos começam a faltar", disse. Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do Estado) aguardava para ontem à tarde a entrega, pela Defesa Civil do Estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.
A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. "
"O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte".
Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. "Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar", disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonia-Amazonas-Manaus-Seca_no_Amazonas_atinge_40_mil_familias_e_25_cidades_decretam_situacao_de_emergencia_0_352164840.html
terça-feira, 21 de setembro de 2010
AQUECIMENTO GLOBAL? Dia Mundial Sem Carro.
Hoje é o Dia mundial sem o objeto que desperdíça 60 % do combustível que gasta. Ou seja, se você colocar 10 litros de gasolina, praticamente, 06 deles são jogados pelo escapamento sob forma de calor. ISSO É AQUECIMENTO GLOBAL ... Pensemos bem o que estamos fazendo...
sábado, 18 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Resgate da baleia franca encalhada em Laguna, no Sul de SC, está suspenso
"Ambiente
09/09/2010
14h55min
Resgate da baleia franca encalhada em Laguna, no Sul de SC, está suspenso
Especialistas interrromperam o salvamento porque o cetáceo pode não sobreviver
Atualizada às 15h11min
Francine Cadore
francine.cadore@diario.com.br
O resgate da baleia franca encalhada na Praia de Itapirubá, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, está suspenso. A informação foi passada pela assessoria do projeto Baleia Franca por nota oficial.
Especialistas que monitoram a saúde do cetáceo dizem que ela está muito doente e que as chances de sobreviver, mesmo se a operação de resgate desse certo, seriam muito pequenas.
Na manhã desta quinta-feira, o grupo de especialistas reavaliou a saúde da baleia e as possibilidades do salvamento por meio de embarcações. A avaliação de dois veterinários foi decisiva para a suspensão do resgate: os sinais vitais estão diminuindo e o cetáceo está em estado de choque.
Além disso, a Capitania dos Portos de Laguna, representada pelo Capitão de Corveta, André Luiz, esteve no local, analisou a situação e concluiu que o caso de uma tentativa de resgate com embarcação seria de extrema dificuldade operacional e risco à integridade do mamífero que mede 15,80m e pesa entre 40 e 50 toneladas.
Mesmo com o resgate suspenso, as condições vitais do cetáceo continuam sendo monitoradas pelos especialistas do Protocolo de Encalhe de APA da Baleia Franca.
Às 18h desta quinta-feira outra avaliação técnica será feita para apontar uma alternativa que possa minizar sofrimento do animal.
Encalhe
A baleia encalhada foi encontrada por um pescador na terça-feira de manhã. Desde então, o cetáceo agoniza na praia de Itapiruba. Diversos especialistas e muitos curiosos acompanham o sofrimento do animal doente. "
A possibilidade do resgate foi cogitada por meio do uso de embarcações. Mas nesta quinta-feira, as atividades do salvamento foram suspensas.
De acordo com a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, não há fatores externos que justifiquem a ocorrência, o que leva a crer que baleia encalhou porque já estava doente."
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3034633.xml
09/09/2010
14h55min
Resgate da baleia franca encalhada em Laguna, no Sul de SC, está suspenso
Especialistas interrromperam o salvamento porque o cetáceo pode não sobreviver
Atualizada às 15h11min
Francine Cadore
francine.cadore@diario.com.br
O resgate da baleia franca encalhada na Praia de Itapirubá, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, está suspenso. A informação foi passada pela assessoria do projeto Baleia Franca por nota oficial.
Especialistas que monitoram a saúde do cetáceo dizem que ela está muito doente e que as chances de sobreviver, mesmo se a operação de resgate desse certo, seriam muito pequenas.
Na manhã desta quinta-feira, o grupo de especialistas reavaliou a saúde da baleia e as possibilidades do salvamento por meio de embarcações. A avaliação de dois veterinários foi decisiva para a suspensão do resgate: os sinais vitais estão diminuindo e o cetáceo está em estado de choque.
Além disso, a Capitania dos Portos de Laguna, representada pelo Capitão de Corveta, André Luiz, esteve no local, analisou a situação e concluiu que o caso de uma tentativa de resgate com embarcação seria de extrema dificuldade operacional e risco à integridade do mamífero que mede 15,80m e pesa entre 40 e 50 toneladas.
Mesmo com o resgate suspenso, as condições vitais do cetáceo continuam sendo monitoradas pelos especialistas do Protocolo de Encalhe de APA da Baleia Franca.
Às 18h desta quinta-feira outra avaliação técnica será feita para apontar uma alternativa que possa minizar sofrimento do animal.
Encalhe
A baleia encalhada foi encontrada por um pescador na terça-feira de manhã. Desde então, o cetáceo agoniza na praia de Itapiruba. Diversos especialistas e muitos curiosos acompanham o sofrimento do animal doente. "
A possibilidade do resgate foi cogitada por meio do uso de embarcações. Mas nesta quinta-feira, as atividades do salvamento foram suspensas.
De acordo com a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, não há fatores externos que justifiquem a ocorrência, o que leva a crer que baleia encalhou porque já estava doente."
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3034633.xml
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Baía de Guanabara: 15 anos à espera de vida
Mais de R$ 1,36 trilhão não evitou despejo diário de um Maracanã de esgoto até o topo
POR DIEGO BARRETO
Rio - ‘Nasci na beira da Baía e posso dizer que, em toda a minha vida, os últimos 15 anos foram os piores, a situação ficou horrível aqui. Não tem mais peixe, só esgoto’, afirma Lindauro Dutra da Rosa, 75 anos, da terceira geração de uma família de pescadores, encalhado no mar negro e espesso da Praia de Tubiacanga, Ilha do Governador, que exala forte mau cheiro.
Esses mesmos 15 anos foram marcados pelo Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que, com orçamento inicial de 793 milhões de dólares, equivalentes hoje a mais de R$ 1,36 trilhão, não conseguiu evitar que a cada segundo 25 mil litros de esgoto sem tratamento cheguem à Baía.
Praia de Tubiacanga, na Ilha, virou mar de lodo nas últimas duas décadas, tirando o sustento de pescadores
Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
Iniciado em 3 de fevereiro de 1995, o PDBG previa conjunto de ações para dotar de saneamento os municípios em volta da Baía. As obras incluíam construção e ampliação de oito estações de tratamento de esgoto, além da implantação de redes coletoras e de abastecimento. Capitaneado pelo governo estadual, o PDBG obteve financiamento do Japan Bank for International Cooperation e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A meta era terminar a primeira etapa do programa em 1999, tratando 58% do esgoto lançado. Uma década e meia depois, a Baía de Guanabara recebe 70% do esgoto doméstico in natura de 15 milhões de habitantes do seu entorno. Três estações de tratamento (ETEs) ainda não foram concluídas: Sarapuí, São Gonçalo e Pavuna.
Os efluentes domésticos não são a única fonte de poluição. Estudo elaborado pelo engenheiro hidráulico e sanitarista Jorge Paes Rios aponta que, além dos 25 metros cúbicos de esgoto, diariamente são lançados nas águas da Baía 6,5 toneladas de óleo, oriundas de terminais marítimos de petróleo, estaleiros e indústrias. A carga orgânica das seis mil indústrias no entorno atinge aproximadamente 100 toneladas. Cerca de 300 quilos de metais pesados também são descartados lá.
“Se o Maracanã fosse uma caixa d’água cheia até a tampa, seria essa a quantidade de esgoto que vai todos os dias para dentro da Baía de Guanabara”, descreve Jorge. “A Baía está pedindo socorro há muito tempo. Só que tudo isso requer dinheiro e campanhas educativas. Se fizessem tudo o que está no papel, a Baía estaria despoluída”, acredita ele, que defende barreira de tratamento para impedir a chegada de poluentes à Baía. Por enquanto, mais uma vez o velho Maranata, barco que acompanhou o pescador Lindauro nos últimos 50 anos, não sairá para o mar. “O homem conseguiu jogar tanto esgoto que matou a Baía”, sentenciou Lindauro.
Poluição para quatro programas
Presidente da ONG Instituto Baía de Guanabara, a engenheira química Dora Negreiros explica que, mesmo que a 1ª fase do PDBG tivesse sido totalmente executada, a Baía não estaria recuperada. “Participei do grupo que elaborou o projeto. Na época todos os técnicos sabiam que seriam necessários uns 4 programas daquela proporção para restabelecer a Baía. Limpá-la não é como fazer a limpeza de uma piscina, simplesmente jogando produtos químicos”, afirma Dora. A especialista diz que em 15 anos a maior fonte de poluição mudou. “Quando o PDBG foi lançado, o maior problema eram os resíduos industriais. Hoje isso melhorou muito. Em compensação, o esgoto doméstico, sobretudo de ligações clandestinas, é o grande poluidor”.
Falta de planejamento fez obras serem interrompidas
Presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer argumenta que até 2006 o PDBG sofreu com erros de gestão. “Eram várias frentes de obra simultâneas, que andavam quando havia verba. Quando faltava dinheiro, parava tudo”, conta Victer, que mudou o gerenciamento do programa ao assumir o atual cargo.
“Focamos em cada obra, priorizando as que tratariam volume maior de esgoto. Inauguramos a ETE de Alegria, que trata 2.500 litros de esgoto por segundo: são menos 240 milhões de litros por dia. Entre seis e oito meses, vamos inaugurar a ETE de Sarapuí que vai tratar mais 1.500 litros por segundo. A de São Gonçalo deve ficar pronta dentro de um ano e meio”. Descrente da recuperação da Baía, Lindauro sentencia sem titubear o destino dos pescadores: “Ou muda de ramo ou morre de fome. Graças a Deus, consegui tirar meus três filhos do mar. Passariam necessidade”."
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/9/baia_de_guanabara_15_anos_a_espera_de_vida_108221.html
POR DIEGO BARRETO
Rio - ‘Nasci na beira da Baía e posso dizer que, em toda a minha vida, os últimos 15 anos foram os piores, a situação ficou horrível aqui. Não tem mais peixe, só esgoto’, afirma Lindauro Dutra da Rosa, 75 anos, da terceira geração de uma família de pescadores, encalhado no mar negro e espesso da Praia de Tubiacanga, Ilha do Governador, que exala forte mau cheiro.
Esses mesmos 15 anos foram marcados pelo Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), que, com orçamento inicial de 793 milhões de dólares, equivalentes hoje a mais de R$ 1,36 trilhão, não conseguiu evitar que a cada segundo 25 mil litros de esgoto sem tratamento cheguem à Baía.
Praia de Tubiacanga, na Ilha, virou mar de lodo nas últimas duas décadas, tirando o sustento de pescadores
Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
Iniciado em 3 de fevereiro de 1995, o PDBG previa conjunto de ações para dotar de saneamento os municípios em volta da Baía. As obras incluíam construção e ampliação de oito estações de tratamento de esgoto, além da implantação de redes coletoras e de abastecimento. Capitaneado pelo governo estadual, o PDBG obteve financiamento do Japan Bank for International Cooperation e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A meta era terminar a primeira etapa do programa em 1999, tratando 58% do esgoto lançado. Uma década e meia depois, a Baía de Guanabara recebe 70% do esgoto doméstico in natura de 15 milhões de habitantes do seu entorno. Três estações de tratamento (ETEs) ainda não foram concluídas: Sarapuí, São Gonçalo e Pavuna.
Os efluentes domésticos não são a única fonte de poluição. Estudo elaborado pelo engenheiro hidráulico e sanitarista Jorge Paes Rios aponta que, além dos 25 metros cúbicos de esgoto, diariamente são lançados nas águas da Baía 6,5 toneladas de óleo, oriundas de terminais marítimos de petróleo, estaleiros e indústrias. A carga orgânica das seis mil indústrias no entorno atinge aproximadamente 100 toneladas. Cerca de 300 quilos de metais pesados também são descartados lá.
“Se o Maracanã fosse uma caixa d’água cheia até a tampa, seria essa a quantidade de esgoto que vai todos os dias para dentro da Baía de Guanabara”, descreve Jorge. “A Baía está pedindo socorro há muito tempo. Só que tudo isso requer dinheiro e campanhas educativas. Se fizessem tudo o que está no papel, a Baía estaria despoluída”, acredita ele, que defende barreira de tratamento para impedir a chegada de poluentes à Baía. Por enquanto, mais uma vez o velho Maranata, barco que acompanhou o pescador Lindauro nos últimos 50 anos, não sairá para o mar. “O homem conseguiu jogar tanto esgoto que matou a Baía”, sentenciou Lindauro.
Poluição para quatro programas
Presidente da ONG Instituto Baía de Guanabara, a engenheira química Dora Negreiros explica que, mesmo que a 1ª fase do PDBG tivesse sido totalmente executada, a Baía não estaria recuperada. “Participei do grupo que elaborou o projeto. Na época todos os técnicos sabiam que seriam necessários uns 4 programas daquela proporção para restabelecer a Baía. Limpá-la não é como fazer a limpeza de uma piscina, simplesmente jogando produtos químicos”, afirma Dora. A especialista diz que em 15 anos a maior fonte de poluição mudou. “Quando o PDBG foi lançado, o maior problema eram os resíduos industriais. Hoje isso melhorou muito. Em compensação, o esgoto doméstico, sobretudo de ligações clandestinas, é o grande poluidor”.
Falta de planejamento fez obras serem interrompidas
Presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer argumenta que até 2006 o PDBG sofreu com erros de gestão. “Eram várias frentes de obra simultâneas, que andavam quando havia verba. Quando faltava dinheiro, parava tudo”, conta Victer, que mudou o gerenciamento do programa ao assumir o atual cargo.
“Focamos em cada obra, priorizando as que tratariam volume maior de esgoto. Inauguramos a ETE de Alegria, que trata 2.500 litros de esgoto por segundo: são menos 240 milhões de litros por dia. Entre seis e oito meses, vamos inaugurar a ETE de Sarapuí que vai tratar mais 1.500 litros por segundo. A de São Gonçalo deve ficar pronta dentro de um ano e meio”. Descrente da recuperação da Baía, Lindauro sentencia sem titubear o destino dos pescadores: “Ou muda de ramo ou morre de fome. Graças a Deus, consegui tirar meus três filhos do mar. Passariam necessidade”."
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/9/baia_de_guanabara_15_anos_a_espera_de_vida_108221.html
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