REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA
Se o Egito é uma dádiva do Nilo, como se costuma dizer, a diversidade estonteante de espécies da Amazônia é um presente dos Andes, afirma uma nova pesquisa.
Com base em dados que vão de análises de DNA a estudos detalhados de fósseis e solos, a equipe do estudo concluiu que os grandes pulsos de especiação (ou seja, de surgimento de novas espécies) na região amazônica batem com as fases de formação das grandes montanhas.
"Em resumo, essas espécies se criaram em resposta ao surgimento dos Andes, e 'in situ', na própria Amazônia --não vieram já prontas de outros lugares", disse à Folha o biólogo brasileiro Alexandre Antonelli, que trabalha no Jardim Botânico de Gotemburgo (Suécia) e é um dos autores da pesquisa na revista "Science".
Estudo mostra que surgimento de novas espécies na região amazônica bate com as fases de formação das grandes montanhas
A missão de Antonelli, que é de Campinas (SP) e se casou com uma sueca, foi vasculhar milhares de artigos científicos, em busca de filogenias (a grosso modo, árvores genealógicas evolutivas) de grupos de animais e plantas do norte da América do Sul.
Várias dessas filogenias são datadas com base no chamado relógio molecular (algo como o ritmo com que mutações afetam o DNA), e as datas sugerem influência andina, coincidindo com as grandes fases de expansão das montanhas, primeiro há 23 milhões de anos e, principalmente, a partir de 10 milhões de anos atrás.
Quando os Andes "brotaram", sua ação pode ter levado a uma explosão de biodiversidade por diversas razões. A mais simples, explica o biólogo, envolve o isolamento: duas populações do mesmo bicho, separadas por uma nova montanha, seguiam caminhos distintos, até virar espécies diferentes.
O avanço andino modificou o traçado dos rios e os solos da região. Até 7 milhões de anos atrás, por exemplo, o oeste da Amazônia era um superpantanal, que foi soterrado pelos sedimentos das terras altas.
Esses sedimentos, junto com a maior quantidade de chuva vinda dos Andes, afetaram principalmente o oeste da Amazônia, hoje a área mais rica em espécies.
"Uma das possíveis explicações para isso é que essa região ficou com solos bastante heterogêneos, permitindo que muitas espécies diferentes de planta os explorassem", diz Antonelli
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If Egypt is a gift of the Nile, as they say, the astonishing diversity of species in the Amazon is a gift from the Andes, according to new research.
Based on data ranging from DNA analysis to detailed studies of fossils and soils, the study team concluded that large pulses of speciation (ie, the emergence of new species) in the Amazon region hit with the phases of formation of large mountains.
"In short, these species were created in response to the rise of the Andes, and in situ, in the Amazon itself - not ready to come elsewhere," he told the Folha biologist Alexandre Antonelli, who works at the Botanical Garden Gothenburg (Sweden) and is one of the authors of the study in the journal Science.
Study shows that the emergence of new species in the Amazon region hit with the phases of formation of large mountains
Antonelli's mission, which is of Campinas (SP) and married a Swedish woman, was combing thousands of scientific papers, in search of phylogenies (roughly speaking, evolutionary trees) from groups of animals and plants of North America South
Several of these are dated phylogenies based on molecular clock called (something like the rate at which mutations affect the DNA), and the dates suggest Andean influence, coinciding with the major phases of expansion of the mountains, the first 23 million years ago, and especially , from 10 million years ago.
When the Andes "sprung", his action may have led to an explosion of biodiversity for several reasons. The simplest, explains biologist, involves the isolation, two populations of the same animal, separated by a new mountain, they followed different paths, until it becomes a different species.
The breakthrough has changed the layout of the Andean rivers and soils of the region. Up to 7 million years ago, for example, the western Amazon was a superpantanal, which was buried by sediments from the highlands.
These sediments, along with the greatest amount of rain coming from the Andes, mainly affected the western Amazon, today the area is richer in species.
"One possible explanation for this is that this region was very heterogeneous with soil, allowing many different plant species to explore," says Antonelli
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/829615-amazonia-deve-suas-especies-a-formacao-dos-andes-diz-estudo.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/829615-amazonia-deve-suas-especies-a-formacao-dos-andes-diz-estudo.shtml
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Solo é o novo vilão do aquecimento global
08/09/2005 - 18h19
Temperatura do planeta
Solo é o novo vilão do aquecimento global
Da Folha de S.Paulo
Perda de carbono causará aumeto da temperatura da Terra, diz estudo
Um dos piores pesadelos dos climatologistas é que o aquecimento global cause a liberação dos imensos estoques de carbono guardados nos solos, o que provocaria um aumento acelerado das temperaturas do planeta. Pois bem: isso já está acontecendo, revela hoje um estudo britânico.
A maior e mais detalhada medição do conteúdo de carbono dos solos, realizada entre 1978 e 2003 na Inglaterra e no País de Gales, mostra que só nesse período o chão do Reino Unido perdeu, em média, 13 milhões de toneladas de carbono por ano.
Como o efeito independe do tipo de uso do solo -quer dizer, ele foi verificado tanto em terras usadas para a agricultura quanto em pântanos, florestas e campos naturais-, os autores do estudo atribuem a emissão ao aquecimento global. No último século, a temperatura média global subiu 0,7C. No Reino Unido, esse aumento foi de 0,5C.
"Os micróbios no solo ficam mais ativos em temperaturas mais altas. À medida que a temperatura sobe, o ciclo do carbono no solo acelera", disse Guy Kirk, pesquisador da Universidade de Cranfield, na Inglaterra. Ele é co-autor do estudo, publicado hoje no periódico científico "Nature" (www.nature.com).
Kirk e seus colegas dizem não saber o destino final do carbono que estava contido no solo. Mas a maior parte, afirmam os cientistas, provavelmente foi para a atmosfera em forma de dióxido de carbono (CO2), gás que é o principal causador do efeito estufa.
O dado é preocupante, por várias razões. Primeiro, os solos são um reservatório imenso de CO2: estima-se que eles armazenem 2 trilhões de toneladas de carbono, ou 300 vezes a quantidade lançada no ar todos os anos por atividades humanas como o desmatamento e a queima de combustíveis fósseis. A última coisa que alguém iria querer seria "destampar" esse reservatório, pois isso significaria muito mais dióxido de carbono na atmosfera -o que, por sua vez, significaria temperaturas ainda mais altas, que causariam a liberação de ainda mais CO2 e assim por diante. Esse mecanismo tem o nome de "feedback" positivo, e causa arrepios nos cientistas.
Efeito global
Depois, os dados de Kirk e seus colegas de Cranfield derrubam uma série de mitos sobre a estabilidade do chamado carbono orgânico do solo (SOC, na sigla em inglês). "Perdas consistentes de SOC ocorreram independentemente das propriedades do solo, o que desafia nosso conhecimento sobre a estabilidade do SOC", escrevem Detelf Schulze e Annette Freibauer, do Instituto Max-Planck de Biogeoquímica (Alemanha), em comentário ao estudo na mesma edição da "Nature".
A situação fica ainda pior considerando que muitos cientistas achavam que os solos podiam servir como "ralos" ou sorvedouros para o gás carbônico em excesso produzido pela humanidade.
Por fim, nada indica que o vazamento desse reservatório de carbono seja um fenômeno restrito às ilhas britânicas. "Nossos achados mostram que perdas de carbono pelos solos no Reino Unido e, por inferência, em outras regiões temperadas, estão provavelmente compensando a absorção por sorvedouros terrestres", escreveram os autores.
Kyoto inutilizado
O estudo envolveu um trabalho penoso de colher amostras de solo em milhares de pontos do Reino Unido e analisar seu teor de carbono. A amostragem foi repetida três vezes, para que as tendências pudessem ser estabelecidas.
As implicações políticas da pesquisa são diversas, e começam em casa. Primeiro, o fator solo joga literalmente por terra todo o esforço britânico de reduzir suas emissões de gases-estufa em relação aos níveis de 1990, como o país se comprometei a fazer pelo Protocolo de Kyoto. De 1990 a 2002, as reduções britânicas chegaram a 12,7 milhões de toneladas de CO2 por ano. Segundo Shulze e Freibauer, isso "põe o sucesso do Reino Unido em reduzir emissões sob uma perspectiva diferente".
Depois, a própria contabilidade das emissões globais de gases de efeito estufa deve precisar mudar -e para patamares de redução muito mais elevados- já que, por Kyoto, nenhum país é obrigado a contabilizar as mudanças no estoque de carbono do solo.
http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u200.jhtm
Temperatura do planeta
Solo é o novo vilão do aquecimento global
Da Folha de S.Paulo
Perda de carbono causará aumeto da temperatura da Terra, diz estudo
Um dos piores pesadelos dos climatologistas é que o aquecimento global cause a liberação dos imensos estoques de carbono guardados nos solos, o que provocaria um aumento acelerado das temperaturas do planeta. Pois bem: isso já está acontecendo, revela hoje um estudo britânico.
A maior e mais detalhada medição do conteúdo de carbono dos solos, realizada entre 1978 e 2003 na Inglaterra e no País de Gales, mostra que só nesse período o chão do Reino Unido perdeu, em média, 13 milhões de toneladas de carbono por ano.
Como o efeito independe do tipo de uso do solo -quer dizer, ele foi verificado tanto em terras usadas para a agricultura quanto em pântanos, florestas e campos naturais-, os autores do estudo atribuem a emissão ao aquecimento global. No último século, a temperatura média global subiu 0,7C. No Reino Unido, esse aumento foi de 0,5C.
"Os micróbios no solo ficam mais ativos em temperaturas mais altas. À medida que a temperatura sobe, o ciclo do carbono no solo acelera", disse Guy Kirk, pesquisador da Universidade de Cranfield, na Inglaterra. Ele é co-autor do estudo, publicado hoje no periódico científico "Nature" (www.nature.com).
Kirk e seus colegas dizem não saber o destino final do carbono que estava contido no solo. Mas a maior parte, afirmam os cientistas, provavelmente foi para a atmosfera em forma de dióxido de carbono (CO2), gás que é o principal causador do efeito estufa.
O dado é preocupante, por várias razões. Primeiro, os solos são um reservatório imenso de CO2: estima-se que eles armazenem 2 trilhões de toneladas de carbono, ou 300 vezes a quantidade lançada no ar todos os anos por atividades humanas como o desmatamento e a queima de combustíveis fósseis. A última coisa que alguém iria querer seria "destampar" esse reservatório, pois isso significaria muito mais dióxido de carbono na atmosfera -o que, por sua vez, significaria temperaturas ainda mais altas, que causariam a liberação de ainda mais CO2 e assim por diante. Esse mecanismo tem o nome de "feedback" positivo, e causa arrepios nos cientistas.
Efeito global
Depois, os dados de Kirk e seus colegas de Cranfield derrubam uma série de mitos sobre a estabilidade do chamado carbono orgânico do solo (SOC, na sigla em inglês). "Perdas consistentes de SOC ocorreram independentemente das propriedades do solo, o que desafia nosso conhecimento sobre a estabilidade do SOC", escrevem Detelf Schulze e Annette Freibauer, do Instituto Max-Planck de Biogeoquímica (Alemanha), em comentário ao estudo na mesma edição da "Nature".
A situação fica ainda pior considerando que muitos cientistas achavam que os solos podiam servir como "ralos" ou sorvedouros para o gás carbônico em excesso produzido pela humanidade.
Por fim, nada indica que o vazamento desse reservatório de carbono seja um fenômeno restrito às ilhas britânicas. "Nossos achados mostram que perdas de carbono pelos solos no Reino Unido e, por inferência, em outras regiões temperadas, estão provavelmente compensando a absorção por sorvedouros terrestres", escreveram os autores.
Kyoto inutilizado
O estudo envolveu um trabalho penoso de colher amostras de solo em milhares de pontos do Reino Unido e analisar seu teor de carbono. A amostragem foi repetida três vezes, para que as tendências pudessem ser estabelecidas.
As implicações políticas da pesquisa são diversas, e começam em casa. Primeiro, o fator solo joga literalmente por terra todo o esforço britânico de reduzir suas emissões de gases-estufa em relação aos níveis de 1990, como o país se comprometei a fazer pelo Protocolo de Kyoto. De 1990 a 2002, as reduções britânicas chegaram a 12,7 milhões de toneladas de CO2 por ano. Segundo Shulze e Freibauer, isso "põe o sucesso do Reino Unido em reduzir emissões sob uma perspectiva diferente".
Depois, a própria contabilidade das emissões globais de gases de efeito estufa deve precisar mudar -e para patamares de redução muito mais elevados- já que, por Kyoto, nenhum país é obrigado a contabilizar as mudanças no estoque de carbono do solo.
http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u200.jhtm
Empresa alemã, que vende no Brasil soja e milho geneticamente modificados, desiste temporariamente de obter licença para arroz transgênico. Brasileiros não querem ser os primeiros do mundo a oferecer esse tipo de grão.
A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que debateu aprovações comerciais de novos produtos geneticamente modificados no mercado brasileiro em 23 de junho último, era para ter sido sem surpresas.
Mas não foi: a aprovação dada como "certa" do arroz LibertyLink (semente tolerante ao herbicida glufosinato de amônio), da Bayer, não chegou sequer a ser discutida pelos membros da comissão. Por iniciativa da própria empresa alemã, o processo foi retirado temporariamente da pauta de decisões técnicas.
A Bayer, que já comercializa no Brasil sementes transgênicas de algodão, milho e soja, divulgou uma nota no mesmo dia, justificando que é preciso ampliar o diálogo com os principais integrantes da cadeia de produção de arroz no Brasil.
"O objetivo do diálogo será tratar das medidas necessárias para trazer ao mercado a tecnologia LibertyLink para a cultura do arroz. Esta decisão está em linha com nossa abordagem responsável no lançamento de produtos e representa nosso compromisso com as necessidades dos nossos clientes", diz a nota.
Mas Marijane Lisboa, pesquisadora brasileira e participante de uma rede de cientistas que acompanha o debate de transgênicos na CTNBio, conhece os bastidores da discussão: "Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul temem que o Brasil, sendo o primeiro país a plantar arroz transgênico em escala comercial, possa sofrer uma rejeição por parte de países que são, atualmente, importadores do arroz brasileiro, particularmente a União Europeia."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Matriz da Bayer, na cidade alemã de Leverkusen
Diálogo com o mercado
Questionada pela Deutsche Welle se a essa decisão estaria ligada a possíveis prejuízos comerciais que os produtores sofreriam ao exportar o arroz transgênico, a Bayer respondeu que "ficou claro que é preciso mais tempo para que todas as partes da cadeia produtiva do arroz possam compreender os passos necessários para o potencial uso de biotecnologia também na produção de arroz".
O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do grão. Pouco antes da reunião da CNTBio de 23 de junho, o setor reafirmou por escrito sua posição, que já havia sido tomada numa audiência pública da CTNBio em Brasília no ano passado. Neste documento, disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fica clara a preocupação dos produtores de colocar em risco os mercados interno e externo e comprometer a rentabilidade.
O setor produtivo gaúcho se diz favorável ao uso de tecnologias no campo, mas ressalta que foram levados em consideração dois fatos principais para a oposição ao LibertyLink: ainda não existe consumo corrente para o arroz transgênico no mercado global e as exportações são vitais para a sustentabilidade econômica do setor produtivo nacional.
O documento diz ainda que os produtores nortearam a decisão após seguidas consultas a agentes de mercado que atuam nas exportações e importações, além do diálogo mantido com pesquisadores, estudiosos e técnicos. Ficou comprovado que a maioria dos importadores exige o certificado de arroz não transgênico.
Marijane Lisboa ressalta o ineditismo da situação: "Pela primeira vez, nós temos no Brasil setores comerciais importantes se manifestando contra. O que não aconteceu nem no caso da soja nem do caso do milho".
A pesquisadora diz ainda que a decisão contrária, no entanto, é ligada exclusivamente a fatores comerciais. "Nunca tivemos restrições de ordem ambiental, as preocupações não se dirigem a esse aspecto. Quem levanta as preocupações de ordem ambiental, de saúde etc. são os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, também o de Desenvolvimento Agrário. Já as decisões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança se restringem apenas a questões genéticas."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Experiência americana teve incidentes
Caso à parte
A Bayer informou que a semente LibertyLink já está aprovada na Austrália, nos Estados Unidos, na Rússia, no México, no Canadá e na Colômbia. "Mas, por sua própria decisão, a empresa não disponibilizou a tecnologia para o uso comercial em nenhum país porque busca a homologação do produto no maior número possível de países envolvidos com o comércio internacional do arroz."
Em abril último, a Justiça norte-americana decidiu que a Bayer terá que pagar 1,5 milhão de dólares a produtores do estado do Mississipi que tiveram as lavouras de arroz contaminadas pelas sementes geneticamente modificadas LibertyLink.
O arroz transgênico estava em teste nos Estados Unidos e os primeiros vestígios de que o grão teria infiltrado lavouras convencionais foram detectados em 2006. Os produtores alegaram perdas econômicas e processaram a Bayer, que em dezembro do ano passado já havia sido condenada a pagamento de multa numa primeira sentença. Há ainda outros três casos para serem julgados.
A direção alemã da empresa informou à Deutsche Welle que esse incidente não influenciou a retirada do processo junto à comissão brasileira que autoriza a comercialização, e que a Bayer sempre agiu com responsabilidade e de forma apropriada.
Mas o incidente norte-americano também ajudou os produtores do Brasil a tomar a decisão contrária à LiberyLink. Eles citam a retaliação da União Europeia e das Filipinas ao arroz dos EUA após a contaminação da produção com arroz transgênico.
"Mesmo assim, o produto foi exportado para um país da Europa, e por causa deste negócio os EUA perderam todo seu mercado, fato que provocou milhões de dólares de prejuízos nos mercados interno e externo. Prejuízo que os americanos tentam recuperar até os dias de hoje, gastando fortunas para controlar e garantir a produção livre de transgênico em todas as etapas do processo produtivo e industrial", diz o documento elaborado pelo presidente da Câmara Nacional do Arroz, Francisco Schardong.
Os brasileiros citam o alinhamento dos países do Mercosul, que também são exportadores e protegem a produção para que esta permaneça livre de transgênicos.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Chineses são os maiores produtores
O mercado de arroz
A previsão para a safra brasileira de 2009/2010 é de 11,3 milhões de toneladas. O país deve ainda importar 950 mil toneladas e vender para o mercado externo 300 mil toneladas. Desde a criação do Mercosul, em 1991, os produtores brasileiros passaram a sofrer o impacto provocado pela importação de arroz dos países do bloco, que produzem menos, mas cujo produto chega mais barato ao mercado brasileiro.
Atualmente, a produção brasileira corresponde a apenas 1,8% da produção mundial – a China é a maior produtora do mundo, com a fatia de 29% do total, seguida pela Índia, com 21,5%.
Dois terços do arroz consumido na União Europeia são produzidos na própria região: Itália e Espanha são as maiores produtoras, seguidas por Bulgária, França, Grécia, Hungria e Portugal que, juntos, somam 2,5 milhões de toneladas anuais. O bloco importa principalmente da Tailândia, Índia e Paquistão.
Rejection by Bayer makes producers postpone plans to introduce GM rice in Brazil
German company, which sells in Brazil and soybeans genetically modified to temporarily give up its license to GM rice. Brazilians do not want to be first in the world offering this type of grain.
The meeting of the National Technical Commission on Biosafety (CTNBio), which discussed commercial approvals of new GM products in the Brazilian market on June 23 last, was to have been no surprises.
But it was not: given the approval as "right" LibertyLink rice (seeds tolerant to the herbicide glufosinate ammonium), Bayer, was not even being discussed by committee members. On the initiative of the German company, the process was temporarily withdrawn from the agenda of technical decisions.
Bayer, which already sells genetically modified seeds in Brazil, cotton, corn and soybeans, issued a statement on the same day, saying that we need to broaden the dialogue with key members of the chain of rice production in Brazil.
"The goal of the dialogue will address the steps necessary to bring to market technology for LibertyLink rice. This decision is in line with our responsible approach in launching products and represents our commitment to the needs of our customers," says note.
But Marijane Lisboa, Brazilian researcher and participant in a network of scientists accompanying the GMO debate in CTNBio, knows the background of the discussion: "Rice farmers in Rio Grande do Sul fear that Brazil, being the first country to grow rice GM on a commercial scale, could suffer a rejection from countries that are currently importing rice from Brazil, particularly in the European Union. "
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: Head of Bayer, the German city of Leverkusen
Dialogue with the market
Asked by Deutsche Welle that the decision was linked to possible trading losses that farmers suffer when exporting genetically modified rice, Bayer said that "it became clear that more time is needed for all parts of the rice production chain can understand the steps necessary for the potential use of biotechnology in rice production as well. "
The state of Rio Grande do Sul is the major producer of grain. Shortly before the meeting of CNTBio of June 23, the sector has reaffirmed its position in writing, which had already been taken at a public hearing CTNBio in Brasilia last year. In this document, available on the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply, is a clear concern of the producers of endangering the domestic and export markets and undermine profitability.
The productive sector gaucho is said to favor the use of technologies in the field, but notes were taken into account two major facts for the opposition to LibertyLink: there is still no current consumption for the transgenic rice in the global market and exports are vital to the sustainability economy of the productive sector.
The document also says that producers followed guided the decision after consultations with market players that are active in exports and imports, in addition to dialogue with researchers, scholars and technicians. Evidence exists that most importers require a certificate of non-transgenic rice.
Marijane Lisboa underscores the uniqueness of the situation: "For the first time, we have important business sectors in Brazil are positioning themselves against. That did not happen even in the case of soy or maize."
The researcher says that contrary decision, however, is linked exclusively to commercial factors. "We never had the environmental constraints, concerns do not address this aspect. Who raises environmental concerns, health etc.. Are the ministries of Environment and Health, also of Agrarian Development. As the Commission's decisions National Technical Biosafety restricted only to genetic issues. "
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: American experience had incidents
If the party
Bayer said the seed LibertyLink is already approved in Australia, the United States, Russia, Mexico, Canada and Colombia. "But by its own decision, the company did not provide the technology for commercial use in any country because it seeks the approval of the product in as many countries as possible involved in the international rice trade."
Last April, the U.S. courts ruled that Bayer will have to pay 1.5 million dollars to farmers in the state of Mississippi who had their rice fields contaminated by genetically modified seeds LibertyLink.
The transgenic rice was on trial in the United States and the first traces of the grain would infiltrate conventional crops were detected in 2006. The producers claimed economic losses and sued Bayer, who in December last year had been ordered to pay a fine in the first sentence. There are still three other cases for trial.
The direction of the German company Deutsche Welle reported that this incident did not affect the withdrawal process by the commission authorizing the Brazilian market, and that Bayer has always acted responsibly and appropriately.
But the incident also helped North American producers in Brazil to make a decision contrary to LiberyLink. They cite the retaliation of the European Union and the Philippines to the U.S. rice after contamination with transgenic rice production.
"Still, the product was exported to a country in Europe, and because of this deal the U.S. has lost all its market, which generated millions of dollars of losses in domestic and foreign markets. Damage that Americans try to recover until the day of Today, spending fortunes to monitor and ensure the production of GM-free in all stages of production and industry, "says the document prepared by the Mayor's National Rice Schardong Francisco.
Brazilians cite the alignment of the Mercosur countries, which are also exporters and protect the production so that it remains free of GMOs.
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: Chinese are the largest producers
The rice market
The forecast for the Brazilian harvest of 2009/2010 is 11.3 million tons. The country needs to import 950 000 tonnes and the export market to sell 300 000 tonnes. Since the creation of Mercosur in 1991, Brazilian producers have been exposed to the impact caused by the import of rice from countries in the bloc, which produce less, but whose product gets cheaper the Brazilian market.
Currently, the Brazilian production accounted for only 1.8% of the world - China is the largest producer in the world, with the share of 29% of the total, followed by India with 21.5%.
Two thirds of the rice consumed in the EU are produced in the region: Italy and Spain are the largest producers, followed by Bulgaria, France, Greece, Hungary and Portugal, which together account for 2.5 million tons annually. The block imports mainly from Thailand, India and Pakistan
Autora: Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5746109,00.html
A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que debateu aprovações comerciais de novos produtos geneticamente modificados no mercado brasileiro em 23 de junho último, era para ter sido sem surpresas.
Mas não foi: a aprovação dada como "certa" do arroz LibertyLink (semente tolerante ao herbicida glufosinato de amônio), da Bayer, não chegou sequer a ser discutida pelos membros da comissão. Por iniciativa da própria empresa alemã, o processo foi retirado temporariamente da pauta de decisões técnicas.
A Bayer, que já comercializa no Brasil sementes transgênicas de algodão, milho e soja, divulgou uma nota no mesmo dia, justificando que é preciso ampliar o diálogo com os principais integrantes da cadeia de produção de arroz no Brasil.
"O objetivo do diálogo será tratar das medidas necessárias para trazer ao mercado a tecnologia LibertyLink para a cultura do arroz. Esta decisão está em linha com nossa abordagem responsável no lançamento de produtos e representa nosso compromisso com as necessidades dos nossos clientes", diz a nota.
Mas Marijane Lisboa, pesquisadora brasileira e participante de uma rede de cientistas que acompanha o debate de transgênicos na CTNBio, conhece os bastidores da discussão: "Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul temem que o Brasil, sendo o primeiro país a plantar arroz transgênico em escala comercial, possa sofrer uma rejeição por parte de países que são, atualmente, importadores do arroz brasileiro, particularmente a União Europeia."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Matriz da Bayer, na cidade alemã de Leverkusen
Diálogo com o mercado
Questionada pela Deutsche Welle se a essa decisão estaria ligada a possíveis prejuízos comerciais que os produtores sofreriam ao exportar o arroz transgênico, a Bayer respondeu que "ficou claro que é preciso mais tempo para que todas as partes da cadeia produtiva do arroz possam compreender os passos necessários para o potencial uso de biotecnologia também na produção de arroz".
O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do grão. Pouco antes da reunião da CNTBio de 23 de junho, o setor reafirmou por escrito sua posição, que já havia sido tomada numa audiência pública da CTNBio em Brasília no ano passado. Neste documento, disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fica clara a preocupação dos produtores de colocar em risco os mercados interno e externo e comprometer a rentabilidade.
O setor produtivo gaúcho se diz favorável ao uso de tecnologias no campo, mas ressalta que foram levados em consideração dois fatos principais para a oposição ao LibertyLink: ainda não existe consumo corrente para o arroz transgênico no mercado global e as exportações são vitais para a sustentabilidade econômica do setor produtivo nacional.
O documento diz ainda que os produtores nortearam a decisão após seguidas consultas a agentes de mercado que atuam nas exportações e importações, além do diálogo mantido com pesquisadores, estudiosos e técnicos. Ficou comprovado que a maioria dos importadores exige o certificado de arroz não transgênico.
Marijane Lisboa ressalta o ineditismo da situação: "Pela primeira vez, nós temos no Brasil setores comerciais importantes se manifestando contra. O que não aconteceu nem no caso da soja nem do caso do milho".
A pesquisadora diz ainda que a decisão contrária, no entanto, é ligada exclusivamente a fatores comerciais. "Nunca tivemos restrições de ordem ambiental, as preocupações não se dirigem a esse aspecto. Quem levanta as preocupações de ordem ambiental, de saúde etc. são os ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, também o de Desenvolvimento Agrário. Já as decisões da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança se restringem apenas a questões genéticas."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Experiência americana teve incidentes
Caso à parte
A Bayer informou que a semente LibertyLink já está aprovada na Austrália, nos Estados Unidos, na Rússia, no México, no Canadá e na Colômbia. "Mas, por sua própria decisão, a empresa não disponibilizou a tecnologia para o uso comercial em nenhum país porque busca a homologação do produto no maior número possível de países envolvidos com o comércio internacional do arroz."
Em abril último, a Justiça norte-americana decidiu que a Bayer terá que pagar 1,5 milhão de dólares a produtores do estado do Mississipi que tiveram as lavouras de arroz contaminadas pelas sementes geneticamente modificadas LibertyLink.
O arroz transgênico estava em teste nos Estados Unidos e os primeiros vestígios de que o grão teria infiltrado lavouras convencionais foram detectados em 2006. Os produtores alegaram perdas econômicas e processaram a Bayer, que em dezembro do ano passado já havia sido condenada a pagamento de multa numa primeira sentença. Há ainda outros três casos para serem julgados.
A direção alemã da empresa informou à Deutsche Welle que esse incidente não influenciou a retirada do processo junto à comissão brasileira que autoriza a comercialização, e que a Bayer sempre agiu com responsabilidade e de forma apropriada.
Mas o incidente norte-americano também ajudou os produtores do Brasil a tomar a decisão contrária à LiberyLink. Eles citam a retaliação da União Europeia e das Filipinas ao arroz dos EUA após a contaminação da produção com arroz transgênico.
"Mesmo assim, o produto foi exportado para um país da Europa, e por causa deste negócio os EUA perderam todo seu mercado, fato que provocou milhões de dólares de prejuízos nos mercados interno e externo. Prejuízo que os americanos tentam recuperar até os dias de hoje, gastando fortunas para controlar e garantir a produção livre de transgênico em todas as etapas do processo produtivo e industrial", diz o documento elaborado pelo presidente da Câmara Nacional do Arroz, Francisco Schardong.
Os brasileiros citam o alinhamento dos países do Mercosul, que também são exportadores e protegem a produção para que esta permaneça livre de transgênicos.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Chineses são os maiores produtores
O mercado de arroz
A previsão para a safra brasileira de 2009/2010 é de 11,3 milhões de toneladas. O país deve ainda importar 950 mil toneladas e vender para o mercado externo 300 mil toneladas. Desde a criação do Mercosul, em 1991, os produtores brasileiros passaram a sofrer o impacto provocado pela importação de arroz dos países do bloco, que produzem menos, mas cujo produto chega mais barato ao mercado brasileiro.
Atualmente, a produção brasileira corresponde a apenas 1,8% da produção mundial – a China é a maior produtora do mundo, com a fatia de 29% do total, seguida pela Índia, com 21,5%.
Dois terços do arroz consumido na União Europeia são produzidos na própria região: Itália e Espanha são as maiores produtoras, seguidas por Bulgária, França, Grécia, Hungria e Portugal que, juntos, somam 2,5 milhões de toneladas anuais. O bloco importa principalmente da Tailândia, Índia e Paquistão.
Rejection by Bayer makes producers postpone plans to introduce GM rice in Brazil
German company, which sells in Brazil and soybeans genetically modified to temporarily give up its license to GM rice. Brazilians do not want to be first in the world offering this type of grain.
The meeting of the National Technical Commission on Biosafety (CTNBio), which discussed commercial approvals of new GM products in the Brazilian market on June 23 last, was to have been no surprises.
But it was not: given the approval as "right" LibertyLink rice (seeds tolerant to the herbicide glufosinate ammonium), Bayer, was not even being discussed by committee members. On the initiative of the German company, the process was temporarily withdrawn from the agenda of technical decisions.
Bayer, which already sells genetically modified seeds in Brazil, cotton, corn and soybeans, issued a statement on the same day, saying that we need to broaden the dialogue with key members of the chain of rice production in Brazil.
"The goal of the dialogue will address the steps necessary to bring to market technology for LibertyLink rice. This decision is in line with our responsible approach in launching products and represents our commitment to the needs of our customers," says note.
But Marijane Lisboa, Brazilian researcher and participant in a network of scientists accompanying the GMO debate in CTNBio, knows the background of the discussion: "Rice farmers in Rio Grande do Sul fear that Brazil, being the first country to grow rice GM on a commercial scale, could suffer a rejection from countries that are currently importing rice from Brazil, particularly in the European Union. "
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: Head of Bayer, the German city of Leverkusen
Dialogue with the market
Asked by Deutsche Welle that the decision was linked to possible trading losses that farmers suffer when exporting genetically modified rice, Bayer said that "it became clear that more time is needed for all parts of the rice production chain can understand the steps necessary for the potential use of biotechnology in rice production as well. "
The state of Rio Grande do Sul is the major producer of grain. Shortly before the meeting of CNTBio of June 23, the sector has reaffirmed its position in writing, which had already been taken at a public hearing CTNBio in Brasilia last year. In this document, available on the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply, is a clear concern of the producers of endangering the domestic and export markets and undermine profitability.
The productive sector gaucho is said to favor the use of technologies in the field, but notes were taken into account two major facts for the opposition to LibertyLink: there is still no current consumption for the transgenic rice in the global market and exports are vital to the sustainability economy of the productive sector.
The document also says that producers followed guided the decision after consultations with market players that are active in exports and imports, in addition to dialogue with researchers, scholars and technicians. Evidence exists that most importers require a certificate of non-transgenic rice.
Marijane Lisboa underscores the uniqueness of the situation: "For the first time, we have important business sectors in Brazil are positioning themselves against. That did not happen even in the case of soy or maize."
The researcher says that contrary decision, however, is linked exclusively to commercial factors. "We never had the environmental constraints, concerns do not address this aspect. Who raises environmental concerns, health etc.. Are the ministries of Environment and Health, also of Agrarian Development. As the Commission's decisions National Technical Biosafety restricted only to genetic issues. "
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: American experience had incidents
If the party
Bayer said the seed LibertyLink is already approved in Australia, the United States, Russia, Mexico, Canada and Colombia. "But by its own decision, the company did not provide the technology for commercial use in any country because it seeks the approval of the product in as many countries as possible involved in the international rice trade."
Last April, the U.S. courts ruled that Bayer will have to pay 1.5 million dollars to farmers in the state of Mississippi who had their rice fields contaminated by genetically modified seeds LibertyLink.
The transgenic rice was on trial in the United States and the first traces of the grain would infiltrate conventional crops were detected in 2006. The producers claimed economic losses and sued Bayer, who in December last year had been ordered to pay a fine in the first sentence. There are still three other cases for trial.
The direction of the German company Deutsche Welle reported that this incident did not affect the withdrawal process by the commission authorizing the Brazilian market, and that Bayer has always acted responsibly and appropriately.
But the incident also helped North American producers in Brazil to make a decision contrary to LiberyLink. They cite the retaliation of the European Union and the Philippines to the U.S. rice after contamination with transgenic rice production.
"Still, the product was exported to a country in Europe, and because of this deal the U.S. has lost all its market, which generated millions of dollars of losses in domestic and foreign markets. Damage that Americans try to recover until the day of Today, spending fortunes to monitor and ensure the production of GM-free in all stages of production and industry, "says the document prepared by the Mayor's National Rice Schardong Francisco.
Brazilians cite the alignment of the Mercosur countries, which are also exporters and protect the production so that it remains free of GMOs.
Bildunterschrift: Großansicht des Bilder mit der Bildunterschrift: Chinese are the largest producers
The rice market
The forecast for the Brazilian harvest of 2009/2010 is 11.3 million tons. The country needs to import 950 000 tonnes and the export market to sell 300 000 tonnes. Since the creation of Mercosur in 1991, Brazilian producers have been exposed to the impact caused by the import of rice from countries in the bloc, which produce less, but whose product gets cheaper the Brazilian market.
Currently, the Brazilian production accounted for only 1.8% of the world - China is the largest producer in the world, with the share of 29% of the total, followed by India with 21.5%.
Two thirds of the rice consumed in the EU are produced in the region: Italy and Spain are the largest producers, followed by Bulgaria, France, Greece, Hungary and Portugal, which together account for 2.5 million tons annually. The block imports mainly from Thailand, India and Pakistan
Autora: Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5746109,00.html
Safra do Brasil influencia subida de preços do suco de laranja na Europa
O suco de laranja de caixa está mais caro nos supermercados alemães – as redes culpam a elevação do preço do concentrado do suco da fruta. E o Brasil é o maior fornecedor mundial do produto
Os europeus levaram um susto ao encontrar nas prateleiras dos supermercados o suco de laranja mais caro. Na Europa, não há outra saída: enquanto no Brasil a bebida é apreciada a partir da fruta fresca, a mistura do concentrado da laranja ainda é a maneira mais barata de saborear a bebida no Velho Continente.
E os motivos dessa alta estão diretamente ligados ao mercado brasileiro: o país é o maior exportador mundial do concentrado do suco e responsável por 85% do comércio global. A maior parte é consumida na União Europeia – aproximadamente 72%.
Na Alemanha, as grandes redes de supermercados culpam o Brasil pela alta nos preços: a rede popular Aldi elevou o preço do suco em 0,20 euro para 0,89 só nas últimas duas semanas – as concorrentes Lidl e Netto também fizeram o mesmo.
Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, rebateu as críticas dos supermercados alemães em entrevista à Deutsche Welle. "Estamos vendendo o concentrado a um preço bom. É que em comparação com 2009, o valor dobrou."
O Brasil exporta para a Europa o suco concentrado congelado, chamado pela indústria de FCOG (Frozen Concentrated Orange Juice) – é na Europa que o produto é preparado para o consumo final.
A tonelada do produto está sendo negociada a 2 mil dólares – eram 1.100 dólares em 2009. "Está mais caro neste ano porque, basicamente, os estoques do ano passado foram consumidos, e a safra no Brasil e na Flórida foram menores", explica Lohbauer.
A indústria brasileira
A dinâmica da indústria de cítricos não foge à regra natural que regulamenta os preços: a lei da oferta e da procura. "Nós trabalhamos com uma commodity como qualquer outra, que sofre picos e baixas de tempos em tempos", comenta Lohbauer.
No Brasil, quatro grandes indústrias são responsáveis pela exportação de 99% do concentrado do suco brasileiro: Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus. Cerca de 30% da laranja processada vem dos pomares das próprias indústrias, o restante é comprado de produtores de todo o país.
O suco comercializado atualmente foi processado com a fruta colhida no ano passado: a indústria pagou aos produtores, em média, 3,5 reais pela caixa na safra 2009/2010. Já neste ano, a caixa, que contém 40 quilos, está sendo vendida a 15 reais. "Há menos laranja disponível devido aos efeitos do clima. Não sabemos por quanto vamos conseguir vender o concentrado no ano que vem. Mas a expectativa é de que o preço suba."
Envasamento
Se o mercado europeu já reclama do valor pago pela tonelada do concentrado neste ano, em 2011, a queixa deverá ficar ainda mais acentuada.
Mesmo com toda essa flutuação de preços, há um setor que dificilmente sofre prejuízo: as redes de supermercados. "São eles que têm a maior condição de administrar a lucratividade porque vendem o suco ao consumidor com base no preço que pagaram pelo envasamento do suco. Ou seja, se pagam mais caro pelo suco envasado, vão repassar para o consumidor", explica Lohbauer.
Na Europa, 15 grandes engarrafadores concentram aproximadamente 85% do envasilhamento do suco – só a Granini compra cerca de 7% do concentrado congelado brasileiro. Essas empresas, por sua vez, negociam o preço do suco já pronto para o consumo com os supermercados. E no final dessa cadeia, o consumidor pode levar um susto ao colocar o produto no carrinho.
Os produtores de laranja
Flávio Viegas, da Associação Brasileiras de Citricultores (Associtrus), fala em nome dos produtores de laranja: "O custo de produção é superior aos dos preços comercializados. As doenças na planta, principalmente, encarecem a produção."
Nesta terça-feira (17/08), representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Citricultura discutem em Brasília ações de combate às pragas greening e cancro cítrico e as perspectivas de mercado do suco concentrado de laranja. Produtores também avaliam o potencial do Nordeste para expansão do setor – segundo Viegas, o estado de São Paulo sofreu uma redução de 200 mil hectares de plantio de laranjas nos últimos anos.
Segundo a Associtrus, dos 160 milhões de árvores cultivadas no Brasil, 50 milhões pertencem a pomares da indústria que vende o concentrado do suco para o mercado externo. A previsão para a safra 2010/2011 é que ela deve oscilar entre 270 milhões e 280 milhões de caixas – em 1999 foram 440 milhões.
Orange juice box is more expensive in supermarkets Germans - the networks blame the high price of fruit juice concentrate. And Brazil is the world's largest supplier of the product
Ouvir
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Orange juice box is more expensive in supermarkets Germans - the networks blame the high price of fruit juice concentrate. And Brazil is the world's largest supplier of the product
Europeans they were shocked to find on supermarket shelves the most expensive orange juice. In Europe, there is no other way out, while Brazil is determined to drink from the fresh fruit, a mixture of concentrated orange is still the cheapest way to enjoy a drink in the Old World.
And the reasons for this rise are directly linked to the Brazilian market: the country is the world's largest exporter of juice concentrate and accounts for 85% of global trade. Most of it is consumed in the EU - about 72%.
In Germany, the big supermarket chains blame Brazil for the surge in prices: the popular network Aldi raised the price of juice at 0.20 euro to 0.89 only in the last two weeks - the competitors Lidl and Netto did the same.
Christian Lohbauer, president of the National Association of Exporters of Citrus Juices, countered criticism from German supermarkets in an interview with Deutsche Welle. "We are selling the concentrate at a good price. Is that in comparison with 2009, the value has doubled."
Brazil exports to Europe juice frozen concentrate, called by the industry FCOG (Frozen Concentrated Orange Juice) - is in Europe where the product is ready for final consumption.
A ton of the product is trading at $ 2,000 - $ 1,100 were in 2009. "It's more expensive this year because, basically, the stocks were consumed last year, and harvest in Brazil and Florida were smaller," explains Lohbauer.
The Brazilian industry
The dynamics of the citrus industry is no exception natural regulating prices: the law of supply and demand. "We work with a commodity like any other, who suffers from peaks and troughs from time to time," said Lohbauer.
In Brazil, four major export industries are responsible for 99% of Brazilian juice concentrate: Cutrale, Citrosuco Citrovita and Louis Dreyfus. About 30% comes from processed orange orchards of the industries themselves, the rest is bought from farmers around the country.
The juice was processed currently marketed with fruit harvested last year, the industry paid to producers, on average, 3.5 for real cash crop in 2009/2010. Already this year, the box containing 40 pounds, is being sold at $ 15. "There are fewer oranges available due to the effects of climate. We do not know how we managed to sell the concentrate in the coming year. But the expectation is that the price rise."
Potting
If the European market has already claimed the amount paid by the ton of concentrate this year, in 2011, the complaint should be even stronger.
Even with all this fluctuation in prices, there is hardly a sector that suffers prejudice, the supermarket chains. "It is they who bear the greatest condition to manage profitability because they sell the juice to consumers based on the price they paid for the bottling of the juice. That is, if they pay more for the bottled juice, will pass on to the consumer," explains Lohbauer.
In Europe, 15 major bottlers concentrate approximately 85% of the canning juice - only Granini buys about 7% of Brazilian frozen concentrate. These companies, in turn, negotiate the price of juice ready for consumption with supermarkets. And at the end of this chain, the consumer can take a jolt to get the product to cart.
The producers of orange
Flavio Viegas, the Brazilian Association of Citrus (Associtrus), speaking for the orange producers: "The production cost is higher than the prices traded. Plant diseases, especially expensive to produce."
On Tuesday (17/08), representatives of the Brazilian Chamber of Citrus Production Chain discuss actions in Brasilia pest control citrus canker and greening and the market prospects of orange juice. Producers also evaluate the potential for expansion of the Northeast - the second Viegas, the state of Sao Paulo fell by 200 000 hectares planted with oranges in recent years.
According to Associtrus, the 160 million trees grown in Brazil, 50 million belong to the orchard industry that sells the juice concentrate for the export market. The forecast for the 2010/2011 season is that it should range between 270 million and 280 million cases - in 1999 were 440 million.
Author: Nadine Bridges
Review: Carlos Albuquerque
http://www.dw-world.de/dw/article/0,, 5918446.00. html
Os europeus levaram um susto ao encontrar nas prateleiras dos supermercados o suco de laranja mais caro. Na Europa, não há outra saída: enquanto no Brasil a bebida é apreciada a partir da fruta fresca, a mistura do concentrado da laranja ainda é a maneira mais barata de saborear a bebida no Velho Continente.
E os motivos dessa alta estão diretamente ligados ao mercado brasileiro: o país é o maior exportador mundial do concentrado do suco e responsável por 85% do comércio global. A maior parte é consumida na União Europeia – aproximadamente 72%.
Na Alemanha, as grandes redes de supermercados culpam o Brasil pela alta nos preços: a rede popular Aldi elevou o preço do suco em 0,20 euro para 0,89 só nas últimas duas semanas – as concorrentes Lidl e Netto também fizeram o mesmo.
Christian Lohbauer, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos, rebateu as críticas dos supermercados alemães em entrevista à Deutsche Welle. "Estamos vendendo o concentrado a um preço bom. É que em comparação com 2009, o valor dobrou."
O Brasil exporta para a Europa o suco concentrado congelado, chamado pela indústria de FCOG (Frozen Concentrated Orange Juice) – é na Europa que o produto é preparado para o consumo final.
A tonelada do produto está sendo negociada a 2 mil dólares – eram 1.100 dólares em 2009. "Está mais caro neste ano porque, basicamente, os estoques do ano passado foram consumidos, e a safra no Brasil e na Flórida foram menores", explica Lohbauer.
A indústria brasileira
A dinâmica da indústria de cítricos não foge à regra natural que regulamenta os preços: a lei da oferta e da procura. "Nós trabalhamos com uma commodity como qualquer outra, que sofre picos e baixas de tempos em tempos", comenta Lohbauer.
No Brasil, quatro grandes indústrias são responsáveis pela exportação de 99% do concentrado do suco brasileiro: Cutrale, Citrosuco, Citrovita e Louis Dreyfus. Cerca de 30% da laranja processada vem dos pomares das próprias indústrias, o restante é comprado de produtores de todo o país.
O suco comercializado atualmente foi processado com a fruta colhida no ano passado: a indústria pagou aos produtores, em média, 3,5 reais pela caixa na safra 2009/2010. Já neste ano, a caixa, que contém 40 quilos, está sendo vendida a 15 reais. "Há menos laranja disponível devido aos efeitos do clima. Não sabemos por quanto vamos conseguir vender o concentrado no ano que vem. Mas a expectativa é de que o preço suba."
Envasamento
Se o mercado europeu já reclama do valor pago pela tonelada do concentrado neste ano, em 2011, a queixa deverá ficar ainda mais acentuada.
Mesmo com toda essa flutuação de preços, há um setor que dificilmente sofre prejuízo: as redes de supermercados. "São eles que têm a maior condição de administrar a lucratividade porque vendem o suco ao consumidor com base no preço que pagaram pelo envasamento do suco. Ou seja, se pagam mais caro pelo suco envasado, vão repassar para o consumidor", explica Lohbauer.
Na Europa, 15 grandes engarrafadores concentram aproximadamente 85% do envasilhamento do suco – só a Granini compra cerca de 7% do concentrado congelado brasileiro. Essas empresas, por sua vez, negociam o preço do suco já pronto para o consumo com os supermercados. E no final dessa cadeia, o consumidor pode levar um susto ao colocar o produto no carrinho.
Os produtores de laranja
Flávio Viegas, da Associação Brasileiras de Citricultores (Associtrus), fala em nome dos produtores de laranja: "O custo de produção é superior aos dos preços comercializados. As doenças na planta, principalmente, encarecem a produção."
Nesta terça-feira (17/08), representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Citricultura discutem em Brasília ações de combate às pragas greening e cancro cítrico e as perspectivas de mercado do suco concentrado de laranja. Produtores também avaliam o potencial do Nordeste para expansão do setor – segundo Viegas, o estado de São Paulo sofreu uma redução de 200 mil hectares de plantio de laranjas nos últimos anos.
Segundo a Associtrus, dos 160 milhões de árvores cultivadas no Brasil, 50 milhões pertencem a pomares da indústria que vende o concentrado do suco para o mercado externo. A previsão para a safra 2010/2011 é que ela deve oscilar entre 270 milhões e 280 milhões de caixas – em 1999 foram 440 milhões.
Orange juice box is more expensive in supermarkets Germans - the networks blame the high price of fruit juice concentrate. And Brazil is the world's largest supplier of the product
Ouvir
Ler foneticamente
Orange juice box is more expensive in supermarkets Germans - the networks blame the high price of fruit juice concentrate. And Brazil is the world's largest supplier of the product
Europeans they were shocked to find on supermarket shelves the most expensive orange juice. In Europe, there is no other way out, while Brazil is determined to drink from the fresh fruit, a mixture of concentrated orange is still the cheapest way to enjoy a drink in the Old World.
And the reasons for this rise are directly linked to the Brazilian market: the country is the world's largest exporter of juice concentrate and accounts for 85% of global trade. Most of it is consumed in the EU - about 72%.
In Germany, the big supermarket chains blame Brazil for the surge in prices: the popular network Aldi raised the price of juice at 0.20 euro to 0.89 only in the last two weeks - the competitors Lidl and Netto did the same.
Christian Lohbauer, president of the National Association of Exporters of Citrus Juices, countered criticism from German supermarkets in an interview with Deutsche Welle. "We are selling the concentrate at a good price. Is that in comparison with 2009, the value has doubled."
Brazil exports to Europe juice frozen concentrate, called by the industry FCOG (Frozen Concentrated Orange Juice) - is in Europe where the product is ready for final consumption.
A ton of the product is trading at $ 2,000 - $ 1,100 were in 2009. "It's more expensive this year because, basically, the stocks were consumed last year, and harvest in Brazil and Florida were smaller," explains Lohbauer.
The Brazilian industry
The dynamics of the citrus industry is no exception natural regulating prices: the law of supply and demand. "We work with a commodity like any other, who suffers from peaks and troughs from time to time," said Lohbauer.
In Brazil, four major export industries are responsible for 99% of Brazilian juice concentrate: Cutrale, Citrosuco Citrovita and Louis Dreyfus. About 30% comes from processed orange orchards of the industries themselves, the rest is bought from farmers around the country.
The juice was processed currently marketed with fruit harvested last year, the industry paid to producers, on average, 3.5 for real cash crop in 2009/2010. Already this year, the box containing 40 pounds, is being sold at $ 15. "There are fewer oranges available due to the effects of climate. We do not know how we managed to sell the concentrate in the coming year. But the expectation is that the price rise."
Potting
If the European market has already claimed the amount paid by the ton of concentrate this year, in 2011, the complaint should be even stronger.
Even with all this fluctuation in prices, there is hardly a sector that suffers prejudice, the supermarket chains. "It is they who bear the greatest condition to manage profitability because they sell the juice to consumers based on the price they paid for the bottling of the juice. That is, if they pay more for the bottled juice, will pass on to the consumer," explains Lohbauer.
In Europe, 15 major bottlers concentrate approximately 85% of the canning juice - only Granini buys about 7% of Brazilian frozen concentrate. These companies, in turn, negotiate the price of juice ready for consumption with supermarkets. And at the end of this chain, the consumer can take a jolt to get the product to cart.
The producers of orange
Flavio Viegas, the Brazilian Association of Citrus (Associtrus), speaking for the orange producers: "The production cost is higher than the prices traded. Plant diseases, especially expensive to produce."
On Tuesday (17/08), representatives of the Brazilian Chamber of Citrus Production Chain discuss actions in Brasilia pest control citrus canker and greening and the market prospects of orange juice. Producers also evaluate the potential for expansion of the Northeast - the second Viegas, the state of Sao Paulo fell by 200 000 hectares planted with oranges in recent years.
According to Associtrus, the 160 million trees grown in Brazil, 50 million belong to the orchard industry that sells the juice concentrate for the export market. The forecast for the 2010/2011 season is that it should range between 270 million and 280 million cases - in 1999 were 440 million.
Author: Nadine Bridges
Review: Carlos Albuquerque
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Carro sem motorista fará viagem da Itália à China
Cientistas da Universidade de Parma são pioneiros na criação de carros que andam sem motorista. Agora, farão uma viagem experimental de 13 mil quilômetros sem ninguém ao volante.
Em 2004, cientistas de todo o mundo participaram do Grand Challenge Darpa, a primeira competição em longa distância de carros sem motorista, realizada no deserto da Califórnia.
Na época, nenhuma das 15 equipes que participaram do evento organizado pela Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (Darpa), ligada ao Pentágono, nos EUA, conseguiu completar o percurso. Por isso, tiveram mais duas chances, em 2005 e em 2007, e nestas ocasiões houve vencedores.
Agora, o Laboratório de Visão Artificial e Sistemas Inteligentes da Universidade de Parma (Vislab), na Itália, apresenta um carro totalmente inovador. Trata-se de um veículo que anda sozinho, sem motorista. Ele será testado de agosto a outubro, numa viagem entre Parma, na Itália, até Xangai, na China. Os cientistas do laboratório italiano já haviam projetado um dos veículos que participou dos desafios do Darpa.
A Deutsche Welle conversou com o diretor do VisLab, Alberto Broggi, que é professor de engenharia da computação na Universidade de Parma.
Deutsche Welle: Como exatamente o seu carro automático irá da Itália até a China?
Alberto Broggi: Na verdade, haverá dois veículos. O primeiro, tripulado, irá definir o percurso. O segundo carro, sem motorista, irá segui-lo automaticamente. Portanto, enquanto o primeiro veículo estiver na linha de visão do segundo, este vai segui-lo.
Caso contrário, o primeiro transmite sua posição por satélite para o segundo, que poderá seguir uma rota aproximada pelos pontos de GPS. Este é um truque que usamos.
O que acontece exatamente quando ele está em movimento?
Temos sete câmeras no carro. Cinco na frente e duas atrás. As cinco da frente são divididas em dois sistemas: um estéreo, com duas câmeras, e outro panorâmico, com três câmeras. O sistema em estéreo é voltado para a frente para detectar obstáculos e as marcações da pista.
As três câmeras do sistema panorâmico estão dispostas assim: uma na frente, outra 60º à direita e a terceira 60º à esquerda. Unimos as três imagens para obter uma visão do que há em volta, resultando numa panorâmica de pouco menos de 180º.
Temos ainda quatro scanners a laser. Dois, mais simples, com monitor, ficam dos lados, para controlar a presença de obstáculos nas laterais esquerda e direita. Depois há um scanner com um laser mais penetrante, para detectar obstáculos à frente do veículo, e um scanner a laser sobre o carro, mas direcionado para o chão, para detectar obstáculos ou buracos, por exemplo. Ele é usado quando não se anda na estrada.
Você precisou requerer alguma permissão para andar com esse veículo especial por tantos países?
Felizmente não somos nós os responsáveis por isso. Há outra empresa que está fazendo isso conosco, chamada Overland. Eles cuidam de toda a logística, das licenças, vistos e assim por diante. Eles têm trabalhado nisso há anos e já organizaram uma série de viagens em condições extraordinárias em todo o mundo.
Mas provavelmente eles não fizeram isso com um carro automático?
Sim. Conversei com as pessoas aqui na Itália a respeito das questões de responsabilidade. Disseram-me que, enquanto houver alguém sentado atrás do volante, ele será responsável por aquele veículo – mesmo que ele nem toque no volante. Por isso [neste teste], mesmo que o carro se mova sem motorista, alguém vai estar sentado ali.
O Challenge Darpa e o que você está fazendo rompem os limites da robótica e do transporte. Que aplicações você vê para este tipo de pesquisa? Para onde você espera que ela leve? E você acha que as pessoas comuns podem tirar proveito disso?
Sim, mas não agora. Isso vai demorar alguns anos. Penso que a primeira aplicação seria no setor agrícola, no qual você poderá ter um trator se deslocando no seu campo 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem ninguém a bordo. Digo isso porque o tráfego no campo é muito mais fácil do que o tráfego urbano.
Há também aplicações militares e civis, como na construção de estradas, na mineração ou em outros terrenos acidentados, onde os veículos podem se mover sem ninguém a bordo. Tenho certeza de que, algum dia, essa tecnologia será usada também em carros.
Xangai é o destino final da experiência
Autor: Cyrus Farivar (rbc)
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5841758,00.html
Em 2004, cientistas de todo o mundo participaram do Grand Challenge Darpa, a primeira competição em longa distância de carros sem motorista, realizada no deserto da Califórnia.
Na época, nenhuma das 15 equipes que participaram do evento organizado pela Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa (Darpa), ligada ao Pentágono, nos EUA, conseguiu completar o percurso. Por isso, tiveram mais duas chances, em 2005 e em 2007, e nestas ocasiões houve vencedores.
Agora, o Laboratório de Visão Artificial e Sistemas Inteligentes da Universidade de Parma (Vislab), na Itália, apresenta um carro totalmente inovador. Trata-se de um veículo que anda sozinho, sem motorista. Ele será testado de agosto a outubro, numa viagem entre Parma, na Itália, até Xangai, na China. Os cientistas do laboratório italiano já haviam projetado um dos veículos que participou dos desafios do Darpa.
A Deutsche Welle conversou com o diretor do VisLab, Alberto Broggi, que é professor de engenharia da computação na Universidade de Parma.
Deutsche Welle: Como exatamente o seu carro automático irá da Itália até a China?
Alberto Broggi: Na verdade, haverá dois veículos. O primeiro, tripulado, irá definir o percurso. O segundo carro, sem motorista, irá segui-lo automaticamente. Portanto, enquanto o primeiro veículo estiver na linha de visão do segundo, este vai segui-lo.
Caso contrário, o primeiro transmite sua posição por satélite para o segundo, que poderá seguir uma rota aproximada pelos pontos de GPS. Este é um truque que usamos.
O que acontece exatamente quando ele está em movimento?
Temos sete câmeras no carro. Cinco na frente e duas atrás. As cinco da frente são divididas em dois sistemas: um estéreo, com duas câmeras, e outro panorâmico, com três câmeras. O sistema em estéreo é voltado para a frente para detectar obstáculos e as marcações da pista.
As três câmeras do sistema panorâmico estão dispostas assim: uma na frente, outra 60º à direita e a terceira 60º à esquerda. Unimos as três imagens para obter uma visão do que há em volta, resultando numa panorâmica de pouco menos de 180º.
Temos ainda quatro scanners a laser. Dois, mais simples, com monitor, ficam dos lados, para controlar a presença de obstáculos nas laterais esquerda e direita. Depois há um scanner com um laser mais penetrante, para detectar obstáculos à frente do veículo, e um scanner a laser sobre o carro, mas direcionado para o chão, para detectar obstáculos ou buracos, por exemplo. Ele é usado quando não se anda na estrada.
Você precisou requerer alguma permissão para andar com esse veículo especial por tantos países?
Felizmente não somos nós os responsáveis por isso. Há outra empresa que está fazendo isso conosco, chamada Overland. Eles cuidam de toda a logística, das licenças, vistos e assim por diante. Eles têm trabalhado nisso há anos e já organizaram uma série de viagens em condições extraordinárias em todo o mundo.
Mas provavelmente eles não fizeram isso com um carro automático?
Sim. Conversei com as pessoas aqui na Itália a respeito das questões de responsabilidade. Disseram-me que, enquanto houver alguém sentado atrás do volante, ele será responsável por aquele veículo – mesmo que ele nem toque no volante. Por isso [neste teste], mesmo que o carro se mova sem motorista, alguém vai estar sentado ali.
O Challenge Darpa e o que você está fazendo rompem os limites da robótica e do transporte. Que aplicações você vê para este tipo de pesquisa? Para onde você espera que ela leve? E você acha que as pessoas comuns podem tirar proveito disso?
Sim, mas não agora. Isso vai demorar alguns anos. Penso que a primeira aplicação seria no setor agrícola, no qual você poderá ter um trator se deslocando no seu campo 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem ninguém a bordo. Digo isso porque o tráfego no campo é muito mais fácil do que o tráfego urbano.
Há também aplicações militares e civis, como na construção de estradas, na mineração ou em outros terrenos acidentados, onde os veículos podem se mover sem ninguém a bordo. Tenho certeza de que, algum dia, essa tecnologia será usada também em carros.
Xangai é o destino final da experiência
Autor: Cyrus Farivar (rbc)
Revisão: Roselaine Wandscheer
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5841758,00.html
Desperdício de comida nos países ricos também gera prejuízo ambiental
Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Desperdício de alimentos é tendência crescente no mundoUm terço da comida comprada na Europa e nos Estados Unidos vai parar no lixo, uma situação que não só agrava o problema da falta de alimentos no mundo como também contribui para o aquecimento global.
Nos países ocidentais, os feriados de fim de ano se transformaram numa tradicional época de excessos: eles parecem fornecer a todos uma boa desculpa para comer e beber à vontade.
Os supermercados estão cheios de doces, chocolates e uma desconcertante oferta de comidas e bebidas. A maior parte vai realmente ser ingerida, mas mais de um terço – no caso da Europa e dos Estados Unidos – mofar no fundo da geladeira ou simplesmente perder a validade e acabar no lixo.
Jogar fora sem abrir
No Reino Unido, um dos campeões europeus de desperdício de alimentos, cerca de 6,7 milhões de toneladas de comida comprada em boas condições acabam no lixo todos os anos. O custo desse desperdício é de 10,2 bilhões de libras.
"Daquilo que é produzido na Europa, apenas 30% ou 40% vai para a mesa do consumidor", afirma Henrik Harjula, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A comida vai sendo perdida durante o transporte, quando apodrece ou é descartada por não corresponder aos critérios europeus. No final dessa cadeia, um terço da comida que os consumidores compram em vários países da Europa é jogada fora; a metade disso é jogada fora sem nem ter sido aberta."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Metade do que vai para o lixo nem sequer é abertoAcrescente-se o desperdício dos Estados Unidos ao da Europa, o problema se torna ainda maior. Cerca de 40% de toda a comida manufaturada e posta à venda nos Estados Unidos não é consumida, e estudos mostram que essa tendência é crescente.
O desperdício de comida de um modo geral, incluindo os produtores rurais, as indústrias, os distribuidores e os consumidores, cresceu 50% desde 1974, chegando a cerca de 150 trilhões de calorias por ano em 2003.
Compras no hipermercado
Na opinião de Harjula, a disseminação dos hipermercados é parcialmente responsável pelo desperdício de comida no mundo ocidental.
"As pessoas tendem a ir uma ou duas vezes por mês a esses hipermercados, mas quem consegue avaliar exatamente quanto vai consumir?", argumenta. "Elas não conseguem, então compram a mais. Claro, esse raciocínio sugere que os consumidores também são culpados, mas há essa tendência na Europa de 'compre um e leve dois', e assim as pessoas compram um monte de comida de que não necessitam."
As estatísticas sobre desperdício de comida contrastam com os crescentes relatórios globais sobre a falta e a elevação nos preços de alimentos. Há outros fatores responsáveis pela carência mundial de alimentos, como os altos preços do petróleo, o crescimento da população, colheitas ruins e o uso de grãos para fazer biocombustíveis, mas o desperdício de comida contribui para agravar a situação.
"Uma boa parte da comida e da agricultura na Europa e no Ocidente é subsidiada e isso é um grande problema para os produtores no mundo em desenvolvimento", afirma Harjula. "Os produtos deles não são competitivos nesse mercado e, portanto, eles não podem vendê-los, o que leva a uma queda na renda dos produtores, à perda da terra e à pobreza."
Problemas ambientais
Além disso, depósitos de lixo cheios de comida são também prejudiciais ao meio ambiente. A decomposição de alimentos libera metano, um gás 20 vezes mais prejudicial à atmosfera que o dióxido de carbono (CO2).
"Há maneiras de coletar esse gás oriundo dos alimentos em decomposição e usá-lo para gerar energia, mas essa não é uma prática difundida no momento", diz Harjula. "O que precisa ser feito, enquanto isso, é encontrar uma maneira de retirar o material orgânico dos depósitos de lixo."
Para Tom MacMillan, diretor executivo do Conselho de Ética Alimentar do Reino Unido, até que se encontre uma maneira de reter e aproveitar o metano, é importante também impedir que alimentos parem no depósito de lixo.
Menos metano
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Planejar antes de ir às compras reduz o desperdícioOs países europeus estão tomando medidas para reduzir a produção de metano a partir de alimentos jogados em depósitos de lixo. A expectativa é que a implementação de uma diretriz da União Europeia venha a reduzir a quantidade de material orgânico em depósitos de lixo em 35% até 2016. No entanto, alguns países europeus, incluindo a Alemanha, a Holanda e a Suíça, já reduziram seus níveis para apenas 5% ou ainda menos.
Especialistas afirmam que grande parte da responsabilidade por reduzir o desperdício de comida é da indústria, que deveria encontrar meios de diminuir esse dispêndio nas cadeias de produção e fornecimento, bem como achar formas de redistribuir alimentos já manufaturados e de aproveitar os subprodutos da cadeia industrial.
Os consumidores também podem fazer a sua parte. Poderiam, por exemplo, fazer compras de forma planejada, decidindo o que vão comprar antes de ir ao supermercado, ou adotar métodos de armazenagem de comida mais eficientes.
Autor: Nick Amies (as)
Revisão: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5075811,00.html
Nos países ocidentais, os feriados de fim de ano se transformaram numa tradicional época de excessos: eles parecem fornecer a todos uma boa desculpa para comer e beber à vontade.
Os supermercados estão cheios de doces, chocolates e uma desconcertante oferta de comidas e bebidas. A maior parte vai realmente ser ingerida, mas mais de um terço – no caso da Europa e dos Estados Unidos – mofar no fundo da geladeira ou simplesmente perder a validade e acabar no lixo.
Jogar fora sem abrir
No Reino Unido, um dos campeões europeus de desperdício de alimentos, cerca de 6,7 milhões de toneladas de comida comprada em boas condições acabam no lixo todos os anos. O custo desse desperdício é de 10,2 bilhões de libras.
"Daquilo que é produzido na Europa, apenas 30% ou 40% vai para a mesa do consumidor", afirma Henrik Harjula, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "A comida vai sendo perdida durante o transporte, quando apodrece ou é descartada por não corresponder aos critérios europeus. No final dessa cadeia, um terço da comida que os consumidores compram em vários países da Europa é jogada fora; a metade disso é jogada fora sem nem ter sido aberta."
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Metade do que vai para o lixo nem sequer é abertoAcrescente-se o desperdício dos Estados Unidos ao da Europa, o problema se torna ainda maior. Cerca de 40% de toda a comida manufaturada e posta à venda nos Estados Unidos não é consumida, e estudos mostram que essa tendência é crescente.
O desperdício de comida de um modo geral, incluindo os produtores rurais, as indústrias, os distribuidores e os consumidores, cresceu 50% desde 1974, chegando a cerca de 150 trilhões de calorias por ano em 2003.
Compras no hipermercado
Na opinião de Harjula, a disseminação dos hipermercados é parcialmente responsável pelo desperdício de comida no mundo ocidental.
"As pessoas tendem a ir uma ou duas vezes por mês a esses hipermercados, mas quem consegue avaliar exatamente quanto vai consumir?", argumenta. "Elas não conseguem, então compram a mais. Claro, esse raciocínio sugere que os consumidores também são culpados, mas há essa tendência na Europa de 'compre um e leve dois', e assim as pessoas compram um monte de comida de que não necessitam."
As estatísticas sobre desperdício de comida contrastam com os crescentes relatórios globais sobre a falta e a elevação nos preços de alimentos. Há outros fatores responsáveis pela carência mundial de alimentos, como os altos preços do petróleo, o crescimento da população, colheitas ruins e o uso de grãos para fazer biocombustíveis, mas o desperdício de comida contribui para agravar a situação.
"Uma boa parte da comida e da agricultura na Europa e no Ocidente é subsidiada e isso é um grande problema para os produtores no mundo em desenvolvimento", afirma Harjula. "Os produtos deles não são competitivos nesse mercado e, portanto, eles não podem vendê-los, o que leva a uma queda na renda dos produtores, à perda da terra e à pobreza."
Problemas ambientais
Além disso, depósitos de lixo cheios de comida são também prejudiciais ao meio ambiente. A decomposição de alimentos libera metano, um gás 20 vezes mais prejudicial à atmosfera que o dióxido de carbono (CO2).
"Há maneiras de coletar esse gás oriundo dos alimentos em decomposição e usá-lo para gerar energia, mas essa não é uma prática difundida no momento", diz Harjula. "O que precisa ser feito, enquanto isso, é encontrar uma maneira de retirar o material orgânico dos depósitos de lixo."
Para Tom MacMillan, diretor executivo do Conselho de Ética Alimentar do Reino Unido, até que se encontre uma maneira de reter e aproveitar o metano, é importante também impedir que alimentos parem no depósito de lixo.
Menos metano
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Planejar antes de ir às compras reduz o desperdícioOs países europeus estão tomando medidas para reduzir a produção de metano a partir de alimentos jogados em depósitos de lixo. A expectativa é que a implementação de uma diretriz da União Europeia venha a reduzir a quantidade de material orgânico em depósitos de lixo em 35% até 2016. No entanto, alguns países europeus, incluindo a Alemanha, a Holanda e a Suíça, já reduziram seus níveis para apenas 5% ou ainda menos.
Especialistas afirmam que grande parte da responsabilidade por reduzir o desperdício de comida é da indústria, que deveria encontrar meios de diminuir esse dispêndio nas cadeias de produção e fornecimento, bem como achar formas de redistribuir alimentos já manufaturados e de aproveitar os subprodutos da cadeia industrial.
Os consumidores também podem fazer a sua parte. Poderiam, por exemplo, fazer compras de forma planejada, decidindo o que vão comprar antes de ir ao supermercado, ou adotar métodos de armazenagem de comida mais eficientes.
Autor: Nick Amies (as)
Revisão: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5075811,00.html
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Brasil avança, mas é só 73º em desenvolvimento humano
Brasil avança, mas é só 73º em desenvolvimento humano
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009
Brasília , 04 de Novembro de 2010
Lígia Formenti/AE
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área (Arquivo)
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado hoje, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.
O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.
A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.
Indicadores nacionais
Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.
A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.
O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.
América Latina
Apesar da evolução durante o ano, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. A estimativa é de que um brasileiro viva menos 5,9 anos, tenha média de escolaridade 2,5 anos menor e consuma 28% menos do que uma pessoa nascida no Chile, o 45º no ranking. Outros países também apresentaram classificação melhor: Argentina (46º), Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Costa Rica (62º) e Peru (63º).
Ao longo da década, o Brasil apresentou um crescimento médio anual de 0,73% no IDH. Um ritmo considerado muito bom. Mas, entre grupo de países de alto desenvolvimento humano, há exemplos de velocidade significativamente maior. Casaquistão, por exemplo, cresceu 1,51% e Azerbaijão, 1,77%. A Romênia, com ritmo de crescimento de 1,06%, estampa a diferença que tal índice pode provocar. Em 2005, o país dividia com Brasil a mesma colocação. Agora, ele ocupa o 50º lugar no ranking, 22 à frente do Brasil.
Desigualdade social
Na edição deste ano do relatório, o PNUD lançou três índices. Um deles, é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDHD). Em vez de considerar apenas a média dos indicadores, ele considera também a forma como é feita a distribuição dos recursos na saúde, na educação e no rendimento. Quanto maior a desigualdade, maior a perda que o país apresentaria na classificação geral.
Caso tal índice fosse levado em consideração, o Brasil teria uma classificação 15 posições mais baixas do que a alcançada no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As desigualdades levariam a uma perda de 27,2% no índice geral. A nota cairia de 0,699 para 0,509.
De acordo com novo indicador, a maior desigualdade no Brasil é registrada no rendimento: a perda provocada pelas diferenças nesta área seria de 37,6%. Em segundo lugar, vem a educação, com perda de 25,7%. O menor impacto foi registrado na área da saúde: 16,5%. Os números do relatório, no entanto, mostram que a desigualdade, embora marcante no Brasil, vem caindo na última década. Caso o IDHD fosse aplicado em 2000, a perda do Brasil seria de 31%. Em 2005, esse índice cairia para 28,5%.
O ranking de desigualdade foi preparado a partir de microdados. Eles permitem uma avaliação mais detalhada, mas têm um inconveniente: nem todos os países têm as informações necessárias. A saída para essa lacuna foi reduzir o número de países analisados. Trinta dos 169 países que participaram do IDH ficaram de fora no IDHD por falta de dados.
O segundo novo índice preparado pelo Programa das Nações Unidas mostra que 8,5% da população brasileira sofre vários reflexos da pobreza de forma simultânea, como deficiências na saúde, educação, dificuldades de acesso a serviços de água e esgoto, eletricidade. É a chamada pobreza multidimensional. "As privações se sobrepõem. A ideia do índice foi verificar a frequência e a intensidade dos problemas vividos pela parcela mais pobre da sociedade", explica Comim.
Pobreza
O Índice de Pobreza Dimensional (IPM), como foi batizado, varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, pior a situação do País. Nesta primeira edição, o índice do Brasil foi de 0,039. "Um valor baixo, em termos internacionais", afirma Isabel Pereira, integrante da equipe que preparou o relatório. Níger, por exemplo, tem 0,642. O resultado brasileiro, no entanto, é 2,6 vezes maior do que o mexicano e 3,5 maior do que o argentino.
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área. Em segundo lugar, vem a saúde: 5,2%. O padrão de vida vem em último lugar, com 2,8%.
O terceiro índice preparado pelo PNUD avalia a desigualdade de gênero (IDG). A desigualdade apresentada nesta área também levaria o Brasil a cair na classificação geral. Em vez do 73º lugar, ele passaria a ocupar o 80º. A nova ferramenta do PNUD para avaliar a desigualdade é feita a partir de cinco indicadores, distribuídos em três dimensões: saúde reprodutiva, "empoderamento" (capacidade das pessoas tomarem decisões por conta própria) e mercado de trabalho. Desses quesitos, taxa de mortalidade materna e fertilidade na adolescência são os que mais pesam para a queda de classificação no Brasil. Em seguida, vem a participação política.
Os índices mostram que 110 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos morrem em decorrência de complicações do parto. Um índice 18 vezes maior do que o primeiro colocado no Índice de Desigualdade de Gênero, os Países Baixos, com 6 mortes. A enorme diferença se repete nas taxas de fertilidade entre adolescentes. A cada 100 mil mulheres com idade entre 15 e 19 anos, 75,6 engravidam no Brasil. Número 19,8 vezes maior do que o registrado nos Países Baixos, de 3,8.
Em um único aspecto o Brasil mostra desigualdade a favor das mulheres: a taxa de escolaridade. "Há um porcentual maior de mulheres que completaram o ensino secundário. Mas isso não se reflete na taxa de participação de força laboral", afirma Comim.
http://acritica.uol.com.br/noticias/Brasil-avanca-so-desenvolvimento-humano_0_365963451.html
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009
Brasília , 04 de Novembro de 2010
Lígia Formenti/AE
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área (Arquivo)
O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). No documento deste ano, divulgado hoje, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre o grupo de países de desenvolvimento humano elevado. Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade social.
Na avaliação deste ano, o Brasil obteve quatro pontos a mais em comparação com 2009. O desempenho é significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório.
O IDH analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, os indicadores e a forma de cálculo para se chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, chegou a 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. Os países são classificados em quatro níveis, de acordo com as notas: desenvolvimento humano muito elevado, elevado, médio e baixo.
A mudança na composição do IDH ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudaram, e a ideia foi usar indicadores mais sensíveis a essas mudanças", explica o economista Flávio Comim, do PNUD. A alteração deste ano fez com que índices de vários países, incluindo o Brasil, despencassem em relação ao ano passado. "Mas esses são números que não podem ser comparados. A metodologia é outra, o padrão é outro. É como se estivéssemos usando uma nova régua", compara Comim.
Indicadores nacionais
Para poder fazer um acompanhamento histórico, integrantes do programa calcularam o IDH do Brasil da última década seguindo a nova metodologia. "São esses números que podem ser confrontados. E, por esse aspecto, o Brasil cresceu bastante." O salto do Brasil se deve ao desempenho apresentado nas taxas de expectativa de vida, renda e escolaridade média de pessoas com mais de 25 anos.
A expectativa de vida do brasileiro é de 72,9 anos. A média de anos estudados de pessoas com mais de 25 anos está em 7,2. Já o rendimento nacional bruto é US$ 10.607. "O País cresceu de forma harmônica em várias áreas. Não foi algo pontual", analisa Comim. Para ele, isso é que contribuiu para o desempenho nacional apresentado este ano fosse significativamente maior do que em 2009.
O que ainda amarra a colocação nacional é a qualidade da educação, avaliada pelo novo índice "anos de estudo esperados"', uma espécie de expectativa de vida educacional. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de anos escolares esperado caiu de 14,5 para 13,8.
América Latina
Apesar da evolução durante o ano, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe, que é de 0,704. A comparação com alguns países vizinhos também é desfavorável. A estimativa é de que um brasileiro viva menos 5,9 anos, tenha média de escolaridade 2,5 anos menor e consuma 28% menos do que uma pessoa nascida no Chile, o 45º no ranking. Outros países também apresentaram classificação melhor: Argentina (46º), Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Costa Rica (62º) e Peru (63º).
Ao longo da década, o Brasil apresentou um crescimento médio anual de 0,73% no IDH. Um ritmo considerado muito bom. Mas, entre grupo de países de alto desenvolvimento humano, há exemplos de velocidade significativamente maior. Casaquistão, por exemplo, cresceu 1,51% e Azerbaijão, 1,77%. A Romênia, com ritmo de crescimento de 1,06%, estampa a diferença que tal índice pode provocar. Em 2005, o país dividia com Brasil a mesma colocação. Agora, ele ocupa o 50º lugar no ranking, 22 à frente do Brasil.
Desigualdade social
Na edição deste ano do relatório, o PNUD lançou três índices. Um deles, é o Índice de Desenvolvimento Humano ajustado à Desigualdade (IDHD). Em vez de considerar apenas a média dos indicadores, ele considera também a forma como é feita a distribuição dos recursos na saúde, na educação e no rendimento. Quanto maior a desigualdade, maior a perda que o país apresentaria na classificação geral.
Caso tal índice fosse levado em consideração, o Brasil teria uma classificação 15 posições mais baixas do que a alcançada no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As desigualdades levariam a uma perda de 27,2% no índice geral. A nota cairia de 0,699 para 0,509.
De acordo com novo indicador, a maior desigualdade no Brasil é registrada no rendimento: a perda provocada pelas diferenças nesta área seria de 37,6%. Em segundo lugar, vem a educação, com perda de 25,7%. O menor impacto foi registrado na área da saúde: 16,5%. Os números do relatório, no entanto, mostram que a desigualdade, embora marcante no Brasil, vem caindo na última década. Caso o IDHD fosse aplicado em 2000, a perda do Brasil seria de 31%. Em 2005, esse índice cairia para 28,5%.
O ranking de desigualdade foi preparado a partir de microdados. Eles permitem uma avaliação mais detalhada, mas têm um inconveniente: nem todos os países têm as informações necessárias. A saída para essa lacuna foi reduzir o número de países analisados. Trinta dos 169 países que participaram do IDH ficaram de fora no IDHD por falta de dados.
O segundo novo índice preparado pelo Programa das Nações Unidas mostra que 8,5% da população brasileira sofre vários reflexos da pobreza de forma simultânea, como deficiências na saúde, educação, dificuldades de acesso a serviços de água e esgoto, eletricidade. É a chamada pobreza multidimensional. "As privações se sobrepõem. A ideia do índice foi verificar a frequência e a intensidade dos problemas vividos pela parcela mais pobre da sociedade", explica Comim.
Pobreza
O Índice de Pobreza Dimensional (IPM), como foi batizado, varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, pior a situação do País. Nesta primeira edição, o índice do Brasil foi de 0,039. "Um valor baixo, em termos internacionais", afirma Isabel Pereira, integrante da equipe que preparou o relatório. Níger, por exemplo, tem 0,642. O resultado brasileiro, no entanto, é 2,6 vezes maior do que o mexicano e 3,5 maior do que o argentino.
De acordo com esse novo índice, a maior pobreza encontra-se na área da educação: 20,2% das famílias trazem privações nessa área. Em segundo lugar, vem a saúde: 5,2%. O padrão de vida vem em último lugar, com 2,8%.
O terceiro índice preparado pelo PNUD avalia a desigualdade de gênero (IDG). A desigualdade apresentada nesta área também levaria o Brasil a cair na classificação geral. Em vez do 73º lugar, ele passaria a ocupar o 80º. A nova ferramenta do PNUD para avaliar a desigualdade é feita a partir de cinco indicadores, distribuídos em três dimensões: saúde reprodutiva, "empoderamento" (capacidade das pessoas tomarem decisões por conta própria) e mercado de trabalho. Desses quesitos, taxa de mortalidade materna e fertilidade na adolescência são os que mais pesam para a queda de classificação no Brasil. Em seguida, vem a participação política.
Os índices mostram que 110 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos morrem em decorrência de complicações do parto. Um índice 18 vezes maior do que o primeiro colocado no Índice de Desigualdade de Gênero, os Países Baixos, com 6 mortes. A enorme diferença se repete nas taxas de fertilidade entre adolescentes. A cada 100 mil mulheres com idade entre 15 e 19 anos, 75,6 engravidam no Brasil. Número 19,8 vezes maior do que o registrado nos Países Baixos, de 3,8.
Em um único aspecto o Brasil mostra desigualdade a favor das mulheres: a taxa de escolaridade. "Há um porcentual maior de mulheres que completaram o ensino secundário. Mas isso não se reflete na taxa de participação de força laboral", afirma Comim.
http://acritica.uol.com.br/noticias/Brasil-avanca-so-desenvolvimento-humano_0_365963451.html
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
COMO SEREMOS DE PRIMEIRO MUNDO...? ACHO QUE NUNCA...
Brasil é 127º em ranking de facilidade para se fazer negócios
O Brasil aparece em 127º lugar em um ranking que avalia a facilidade de se fazer negócios em 183 países, elaborado pelo Banco Mundial.
O estudo, intitulado Fazendo Negócios 2011 (Doing Business 2011), considera os fatores que afetam uma empresa durante seu "ciclo de vida", incluindo abertura, comércio exterior, contratação de funcionários, aquisição de sede, pagamento de impostos e fechamento, entre outros.
No levantamento relativo a 2010, divulgado em setembro do ano passado, o Brasil estava em 129º lugar. No entanto, a posição foi revista devido a uma mudança nos indicadores utilizados na pesquisa, o que deixou o país em 124º.
O primeiro colocado no estudo - mantendo a posição do ano passado - é Cingapura, seguido por Hong Kong, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. A última posição é de Chade.
"Posição estável"
A economista Dahlia Khalifa, co-autora do relatório, afirma que o Brasil foi ultrapassado na lista por nações que implementaram um maior numero de medidas facilitadoras, mas diz que a posição do país deve ser vista como "estável".
O relatório destaca que o Brasil, no ano passado, ganhou pontos ao facilitar o processo de abertura de empresas ao melhorar a sincronia eletrônica entre a Receita Federal e as secretarias da Fazenda dos Estados.
Segundo Dahlia, o Brasil teve muitos ganhos nos últimos cinco anos. "Globalmente, o Brasil hoje se situa bem em termos de facilidade para se abrir um negócio, principalmente pelo baixo custo do processo", diz a economista.
O relatório também afirma que, de 2009 para cá, o país reduziu o número de procedimentos para se abrir um negócio, passando de 16 para 15.
Pior em impostos
Considerando os itens específicos que compõem o ranking, a melhor posição do Brasil está no quesito "proteção a investidores", no qual fica em 74º. Já o item "pagamento de impostos" é aquele no qual o país tem o pior desempenho, ocupando o 152º lugar.
O Brasil é recordista no número de horas gastas por uma empresa para lidar com impostos e taxas. Em média, funcionários de uma empresa ficam 2,6 mil horas por ano preenchendo declarações, pagando tributos, recolhendo dados, fazendo cálculos e preparando documentos. O número é o mesmo do ano passado.
O segundo país em que se gasta mais tempo de trabalho para pagar impostos é a Bolívia, com 1.080 horas por ano. Em média, os países da América Latina e do Caribe têm um gasto anual de 385 horas.
O local que exige menos tempo de trabalho para se pagar tributos são as Ilhas Maldivas, com zero, seguidas pelos Emirados Árabes, com 12 horas anuais.
No Brasil, 69,2% dos lucros das empresas são usados para pagar impostos, em comparação com uma média de 48% na América Latina e Caribe e de 43% nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O Banco Mundial alerta que o estudo não mede a totalidade dos aspectos que afetam o ambiente empresarial, como segurança, estabilidade macroeconômica e corrupção."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101103_ranking_empresas_rp.shtml
IMAGINEM NO AGRONEGÓCIO COMO SERÁ... ESTRADAS RUINS... PORTOS ÍNFIMOS... EQUIPAMENTOS OBSOLETOS.....
O Brasil aparece em 127º lugar em um ranking que avalia a facilidade de se fazer negócios em 183 países, elaborado pelo Banco Mundial.
O estudo, intitulado Fazendo Negócios 2011 (Doing Business 2011), considera os fatores que afetam uma empresa durante seu "ciclo de vida", incluindo abertura, comércio exterior, contratação de funcionários, aquisição de sede, pagamento de impostos e fechamento, entre outros.
No levantamento relativo a 2010, divulgado em setembro do ano passado, o Brasil estava em 129º lugar. No entanto, a posição foi revista devido a uma mudança nos indicadores utilizados na pesquisa, o que deixou o país em 124º.
O primeiro colocado no estudo - mantendo a posição do ano passado - é Cingapura, seguido por Hong Kong, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. A última posição é de Chade.
"Posição estável"
A economista Dahlia Khalifa, co-autora do relatório, afirma que o Brasil foi ultrapassado na lista por nações que implementaram um maior numero de medidas facilitadoras, mas diz que a posição do país deve ser vista como "estável".
O relatório destaca que o Brasil, no ano passado, ganhou pontos ao facilitar o processo de abertura de empresas ao melhorar a sincronia eletrônica entre a Receita Federal e as secretarias da Fazenda dos Estados.
Segundo Dahlia, o Brasil teve muitos ganhos nos últimos cinco anos. "Globalmente, o Brasil hoje se situa bem em termos de facilidade para se abrir um negócio, principalmente pelo baixo custo do processo", diz a economista.
O relatório também afirma que, de 2009 para cá, o país reduziu o número de procedimentos para se abrir um negócio, passando de 16 para 15.
Pior em impostos
Considerando os itens específicos que compõem o ranking, a melhor posição do Brasil está no quesito "proteção a investidores", no qual fica em 74º. Já o item "pagamento de impostos" é aquele no qual o país tem o pior desempenho, ocupando o 152º lugar.
O Brasil é recordista no número de horas gastas por uma empresa para lidar com impostos e taxas. Em média, funcionários de uma empresa ficam 2,6 mil horas por ano preenchendo declarações, pagando tributos, recolhendo dados, fazendo cálculos e preparando documentos. O número é o mesmo do ano passado.
O segundo país em que se gasta mais tempo de trabalho para pagar impostos é a Bolívia, com 1.080 horas por ano. Em média, os países da América Latina e do Caribe têm um gasto anual de 385 horas.
O local que exige menos tempo de trabalho para se pagar tributos são as Ilhas Maldivas, com zero, seguidas pelos Emirados Árabes, com 12 horas anuais.
No Brasil, 69,2% dos lucros das empresas são usados para pagar impostos, em comparação com uma média de 48% na América Latina e Caribe e de 43% nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O Banco Mundial alerta que o estudo não mede a totalidade dos aspectos que afetam o ambiente empresarial, como segurança, estabilidade macroeconômica e corrupção."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/11/101103_ranking_empresas_rp.shtml
IMAGINEM NO AGRONEGÓCIO COMO SERÁ... ESTRADAS RUINS... PORTOS ÍNFIMOS... EQUIPAMENTOS OBSOLETOS.....
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo. Mas observem as técnicas empregadas...
"28/10/2010 - 18h43
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo
WASHINGTON, 28 outubro 2010 (AFP) - Os homens pré-históricos do sul da África dominaram técnicas para afiar pedras e também o uso do fogo para fazer facas há pelo menos 75 mil anos, 50 mil anos mais cedo do que se pensava até o momento, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
A descoberta, feita na caverna de Blombos, na África do Sul, antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio desta técnica que consiste no aquecimento do silcreto, um material duro constituído por quartzos cimentados por sílica para modificar a estrutura e melhor moldá-la.
Essas pedras eram, em seguida, delicadamente trabalhadas com martelos de madeira ou de ossos para deixá-las bem afiadas.
"Essa técnica é a mais eficaz para dominar a afiação, espessura e forma de uma ferramenta de dois gumes, como as pontas de lança e as facas de pedra", explicou Paola Villa, conservadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado (oeste dos Estados Unidos), coautora deste estudo, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Antes da descoberta destes objetos em Blombos, os indícios mais antigos da dominação destas técnicas sofisticadas remontavam somente à cultura Solutrense do Paleolítico Superior, na França e na Espanha, datando de aproximadamente 20 mil anos.
"A descoberta na caverna na Blombos é importante porque mostra que os humanos modernos no que é hoje a África do Sul tinham um repertório de técnicas sofisticadas de fabricação de ferramentas de pedra desde muito cedo", revelou Paola Villa.
"O uso dessas técnicas é um bom exemplo de uma tendência para desenvolver novas ideias e técnicas amplamente consideradas como características de comportamentos modernos e avançados", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram 159 pontas e fragmentos de silcreto e 179 outras peças trabalhadas. Eles também examinaram mais de 700 escamas ou pequenas placas, feitas a partir do trabalho de amolação."
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/10/28/homem-dominou-afiacao-de-pedras-ha-75-mil-anos-diz-estudo.jhtm
Homem dominou afiação de pedras há 75 mil anos, diz estudo
Objetos como o desta foto foram encontrados na caverna de Blombos, na África do Sul
WASHINGTON, 28 outubro 2010 (AFP) - Os homens pré-históricos do sul da África dominaram técnicas para afiar pedras e também o uso do fogo para fazer facas há pelo menos 75 mil anos, 50 mil anos mais cedo do que se pensava até o momento, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
A descoberta, feita na caverna de Blombos, na África do Sul, antecipa em pelo menos 50 mil anos o domínio desta técnica que consiste no aquecimento do silcreto, um material duro constituído por quartzos cimentados por sílica para modificar a estrutura e melhor moldá-la.
Essas pedras eram, em seguida, delicadamente trabalhadas com martelos de madeira ou de ossos para deixá-las bem afiadas.
"Essa técnica é a mais eficaz para dominar a afiação, espessura e forma de uma ferramenta de dois gumes, como as pontas de lança e as facas de pedra", explicou Paola Villa, conservadora do Museu de História Natural da Universidade do Colorado (oeste dos Estados Unidos), coautora deste estudo, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.
Antes da descoberta destes objetos em Blombos, os indícios mais antigos da dominação destas técnicas sofisticadas remontavam somente à cultura Solutrense do Paleolítico Superior, na França e na Espanha, datando de aproximadamente 20 mil anos.
"A descoberta na caverna na Blombos é importante porque mostra que os humanos modernos no que é hoje a África do Sul tinham um repertório de técnicas sofisticadas de fabricação de ferramentas de pedra desde muito cedo", revelou Paola Villa.
"O uso dessas técnicas é um bom exemplo de uma tendência para desenvolver novas ideias e técnicas amplamente consideradas como características de comportamentos modernos e avançados", acrescentou.
Os pesquisadores analisaram 159 pontas e fragmentos de silcreto e 179 outras peças trabalhadas. Eles também examinaram mais de 700 escamas ou pequenas placas, feitas a partir do trabalho de amolação."
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2010/10/28/homem-dominou-afiacao-de-pedras-ha-75-mil-anos-diz-estudo.jhtm
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Isso se chama: ASSOREAMENTO!
"
Careiro da Várzea registra queda de barrancos
Município também está sofrendo com a seca dos rios
Manaus, 25 de Outubro de 2010
Síntia Maciel
Integrante da Defesa Civil avalia a área onde ocorreu o desmoronamento de terras no Careiro da Várzea (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Três comunidades do município Careiro da Várzea – a 20 quilômetros de Manaus -, foram afetadas por deslizamentos de terras na noite de ontem (24). Entre as localidades afetadas estão Murumurutuba, Gurupá e Purari Grande. Apenas quatro famílias – moradoras do Murumurutuba -, tiveram as casas comprometidas.
De acordo com o prefeito da cidade, Raimundo Nonato Silva, desde a última sexta-feira à noite, um pequeno deslizamento havia sido identificado em uma das comunidades. Entretanto, o desbarrancamento maior ocorreu na noite de ontem.
Além do deslizamento de terras, o lugar também está padecendo com a seca. No último dia 30 de setembro a prefeitura decretou situação de emergência no município.
Por conta da estiagem, uma parte do porto onde atracavam embarcações, segundo Raimundo Nonato transformou-se em uma grande praia."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonas-Amazonia-Careiro-Varzea-registra-queda-barrancos_0_359964028.html
"Mas não precisamos nos preocupar ... O rio Amazonas tem muita água". E agora? Cadê a água que tinha. Que aquecimento global o que... ISSO É COISA DE ECOLOGISTA MALUCO. SÓ VAMOS ACREDITAR QUANTO NÃO TIVER MAIS ÁGUA PRA BEBER.... Sobre o desbarracamento do porto é um simples assoreamento. E sabe para onde essa terra vai? Para o fundo do rio, e tirar a profundidade dele. Basta olhar no Google Maps e ver as várias ilhas q estão se formando ao longo de de Rio amazonas e Solimões. Que Deus nos ajude.
Careiro da Várzea registra queda de barrancos
Município também está sofrendo com a seca dos rios
Manaus, 25 de Outubro de 2010
Síntia Maciel
Integrante da Defesa Civil avalia a área onde ocorreu o desmoronamento de terras no Careiro da Várzea (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Três comunidades do município Careiro da Várzea – a 20 quilômetros de Manaus -, foram afetadas por deslizamentos de terras na noite de ontem (24). Entre as localidades afetadas estão Murumurutuba, Gurupá e Purari Grande. Apenas quatro famílias – moradoras do Murumurutuba -, tiveram as casas comprometidas.
De acordo com o prefeito da cidade, Raimundo Nonato Silva, desde a última sexta-feira à noite, um pequeno deslizamento havia sido identificado em uma das comunidades. Entretanto, o desbarrancamento maior ocorreu na noite de ontem.
Além do deslizamento de terras, o lugar também está padecendo com a seca. No último dia 30 de setembro a prefeitura decretou situação de emergência no município.
Por conta da estiagem, uma parte do porto onde atracavam embarcações, segundo Raimundo Nonato transformou-se em uma grande praia."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonas-Amazonia-Careiro-Varzea-registra-queda-barrancos_0_359964028.html
"Mas não precisamos nos preocupar ... O rio Amazonas tem muita água". E agora? Cadê a água que tinha. Que aquecimento global o que... ISSO É COISA DE ECOLOGISTA MALUCO. SÓ VAMOS ACREDITAR QUANTO NÃO TIVER MAIS ÁGUA PRA BEBER.... Sobre o desbarracamento do porto é um simples assoreamento. E sabe para onde essa terra vai? Para o fundo do rio, e tirar a profundidade dele. Basta olhar no Google Maps e ver as várias ilhas q estão se formando ao longo de de Rio amazonas e Solimões. Que Deus nos ajude.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Seca em rios da Amazônia próxima ao nível recorde
"Seca no Amazonas atinge 40 mil famílias e 25 cidades decretam situação de emergência
12 de Outubro de 2010
Agência EstadoA seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (08), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.
Os municípios em situação de emergência por causa da estiagem são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tabatinga, Tonantins, Caapiranga, Boca do Acre, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Borba, Alvarães, Coari, Fonte Boa, Jutaí, Tefé, Uarin, Beruri, Manacapuru, Itacoatiara, Barreirinha e Parintins.
Segundo informações do governo do estado, a ação emergencial de ajuda humanitária aos municípios afetados começou esta semana com o envio de 6 toneladas de alimentos. O chefe de gabinete da prefeitura de Ipixuna, Anísio Saturnino, disse que o transporte fluvial está comprometido em função da seca dos rios.
"Os barcos não podem navegar. O transporte só pode ser feito por canoa. Alguns alimentos começam a faltar", disse. Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do Estado) aguardava para ontem à tarde a entrega, pela Defesa Civil do Estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.
A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. "
"O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte".
Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. "Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar", disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro."
http://www.acritica.com/amazonia/Amazonia-Amazonas-Manaus-Seca_no_Amazonas_atinge_40_mil_familias_e_25_cidades_decretam_situacao_de_emergencia_0_352164840.html
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